1º de Outubro – Dia do Idoso

O Dia do Idoso é comemorado no Brasil em 1º de outubro. Essa data faz referência ao dia da aprovação do Estatuto do Idoso, em 2003.

 

1o-de-outubro-dia-internacional-do-idosoNo 1º dia do mês de outubro celebra-se o Dia do Idoso no Brasil. Até 2006, o Dia do Idoso era comemorado no dia 27 de setembro. Isso porque, em 1999, a Comissão pela Educação, do Senado Federal, havia instituído tal data para a reflexão sobre a situação do idoso na sociedade, ou seja, a realidade do idoso em questões ligadas à saúde, convívio familiar, abandono, sexualidade, aposentadoria etc.

No dia 1º de outubro de 2003, porém, foi aprovada a Lei nº 10.741, que tornou vigente o Estatuto do Idoso. Pelo fato de o Estatuto ter sido instituído em 1º de Outubro, em 2006 foi criada uma outra lei (a Lei nº 11.433, de 28 de Dezembro de 2006) para transferir o Dia do Idoso para 1º de outubro. Vale salientar que desde 1994, com a Lei nº 8.842, o Estado brasileiro já havia inserido a figura do idoso no âmbito da política nacional, dado que essa lei criava o Conselho Nacional do Idoso.

O fato é que, com a criação do Estatuto do Idoso, em 2003, o Brasil começou a incorporar à sua jurisprudência resoluções de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sabe-se que, em 1982, a ONU elaborou, em Viena, na Áustria, a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento. Dessa Assembleia, foi elaborado um Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento que tinha 62 pontos, os quais passaram a orientar as reflexões, legislações e ações posteriores a respeito do idoso.

É sabido, também, que, na Assembleia Geral de 1991, a ONU aprovou a Resolução 46/91, que trata dos direitos dos idosos. Os princípios dessa resolução norteiam as discussões contemporâneas sobre a situação do idoso. Entre esses princípios, estão os da “Autorrealização” e da “dignidade”, cujos pontos são:

Autorrealização:

  • Aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento das suas potencialidades;
  • Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade;

Dignidade:

  • Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objeto de exploração e maus-tratos físico ou mentais;
  • Ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições econômicas ou outros fatores.

Além desses princípios, a ONU ainda deu destaque às questões da assistência aos idosos e de sua integração e participação na sociedade, bem como da independência que lhes é inerente e que deve ser-lhes garantida em direitos como: oportunidade de trabalho, lazer, determinar em que momento deve afastar-se do mercado de trabalho, poder viver em ambientes seguros etc. O dia 1º de outubro, portanto, é reservado para pensar sobre todas essas questões fundamentais a respeito do idoso.

Vem aí a Edição 2016 do “Encontros Fraternos”

“Ciclo de palestras com apoio da Associação Médico-Espírita do RS”

Prezados(as) amigos(as)

Há mais de uma década, a AMERGS realiza um Ciclo de Palestras em parceria com o Grupo Espírita Francisco Xavier (caju, 87), chamada carinhosamente de “Encontros Fraternos”. Ocorre nos meses de maio a novembro, sempre no segundo sábado de cada mês, com início às 19h. Nesses encontros, recolhemos alimentos não perecíveis, destinados a entidades beneficentes. É um encontro aberto ao público, venha participar conosco!

Local: Centro Espírita Francisco Xavier, número 87, bairro Petrópolis.
Contribuição: 1kg de alimento não perecível, a ser doado ao Hospital Espírita de Porto Alegre e à Casa Menino Jesus de Praga.
Datas: no segundo sábado de cada mês, às 19:00h.

Encontros Fraternos 2016

Carta Convite AME-Brasil/AME-RS

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Queridos(as) amigos(as)!

Nos dias 04 e 05 de junho, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael em Porto Alegre – RS, acontecerá o nosso 1º Seminário da AME-Brasil, juntamente com o 7º Congresso Estadual da AMERGS em comemoração aos seus 20 anos de fundação com o tema central “MEDICINA DA ALMA: Desafios no Terceiro Milênio”.
O evento contará com expressivos oradores de todo o Brasil como Décio Iandoli Júnior, Irvênia Prada, Jorge Daher, Carlos Roberto de Souza Oliveira, Márcia Regina Colasante Salgado, Sérgio Lopes entre outros. Durante esses dois dias abordaremos assuntos fundamentais para o autoconhecimento e a saúde humana.
Será uma grande oportunidade para debatermos a contribuição do Espiritismo na elaboração de um novo paradigma para a saúde do corpo e da alma.
O evento está aberto para todas as pessoas: freqüentadores e trabalhadores das Casas Espíritas, profissionais da saúde e o público em geral.

Aguardamos todos para esse grande e fraterno encontro!
Até breve!

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Gilson Luis Roberto

Gilson Luis Roberto

Presidente da AME-Brasil

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Paulo Rogério D.C. de Aguiar

Paulo Rogério Dalla Colletta de Aguiar

Presidente da AMERGS

1º Seminário da AME-Brasil e 7º Congresso da AMERGS

Queridos amigos e colegas,

Todos buscamos ouvir a voz interior, consciente ou inconscientemente, e oramos ao Criador para que o caminho da “perfeita harmonia da alma”, da nossa saúde, nos seja sinalizado. Há mais de dois mil anos este caminho vem, na verdade, nos sendo sinalizado pelo Cristo. Por que, então, nos é tão difícil ouvi-lo? Por que continuamos insistindo nos mesmos erros que nos levam na direção oposta, na direção da doença, da desarmonia, da falta de paz e das incertezas? O que nos falta conhecer?

Neste novo milênio, esperamos poder encontrar estas respostas. Esperamos entender com o coração, e não apenas com nosso intelecto,o comentário de Kardec à máxima evangélica “Bem aventurados os aflitos” quando diz que: “ Deus nos deu, para nos melhorarmos, exatamente o que é necessário e suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas; e tirou-nos aquilo que nos pode prejudicar”.

É em busca da saúde da alma que estamos trabalhando, pesquisando e estudando há 20 anos na Amergs. Convidamos a todos para juntarem-se a nós!

Dra. Anahy Fonseca
Presidente da Comissão Organizadora do I Seminário da AME-Brasil e VII Congresso AMERGS.

7º Congresso AMERGS e 1º Seminário da AME-Brasil

As inscrições pelo site estão encerradas, podendo ser realizadas somente no dia do evento. Maiores informações consulte o link abaixo.

 


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Programação de Palestras da AME-RS no mês de Janeiro de 2016

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Dia 07, quinta-feira, das 19h30min às 20h30min, Sociedade Espírita Allan Kardec, Rua Porto Alegre, 655. Capão da Canoa/RS.
Palestra: A Ação dos Sentimentos e das Emoções Sobre a Saúde, Carlos Durgante. Ao final, sessão de autógrafos.

Dia 11, segunda-feira, das 20h às 21h, Instituto Espírita Allan Kardec, R. Balbino de Freitas, 995. Torres/RS
Palestra: A Ação dos Sentimentos e das Emoções Sobre a Saúde, Carlos Durgante. Ao final, sessão de autógrafos.

Tributo a Dra. Marlene Nobre

Tributo a Dra. Marlene Nobre, ex-Presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil e Internacional, falecida na tarde de 05.01.2015, no Estado de São Paulo.
Médica ginecologista, médium autora de diversos livros, a Dra. Marlene era viúva do ilustre Dep. Freitas Nobre, realizando incansável trabalho em defesa da vida e no campo da bioética.

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TERAPÊUTICA COMPLEMENTAR ESPÍRITA

TERAPÊUTICA COMPLEMENTAR ESPÍRITA

TERAPÊUTICA COMPLEMENTAR ESPÍRITA

“O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Pr.17.22)

Atualmente o homem é percebido, numa visão integral, como um complexo bio-psico-sócio-espiritual.
Frente a suas dores, conflitos, doenças e finitude necessitará de uma abordagem terapêutica que ultrapasse as questões puramente químicas e medicamentosas. Essa abordagem terapêutica para ser mais eficaz deverá envolve-lo como ser integral que é.

O que se entende por terapêutica?

“É a parte da medicina que trata da escolha e administração dos meios para curar as doenças; é cuidar e bem servir a alguém; o medicamento, substância ou preparo que se utiliza como remédio; o agente que combate o mal, a dor, aquilo que serve para curar ou aliviar; é também a ajuda, o auxílio, o socorro, a proteção”. Neste conceito mais amplo que a Dra. Lenice Aparecida de Souza Alves da AMEMG nos escreve no livro Porque Adoecemos?, podemos compreender que a terapêutica mais eficaz é aquela que envolve, ao todo (bio-psico-sócio-espiritual), a ajuda, o socorro e a proteção, já que ao adoecermos nos encontramos em estado de desequilíbrio interno. Nesse sentido a Terapêutica Complementar Espírita vem agregar e atender o ser integral que somos.
Hoje compreendemos que as causas da saúde e da doença “estão no ser imortal, em sua habilidade ou maturidade anímica de gerenciar as funções orgânicas, mantendo-as em harmonia (saúde) ou determinando-lhe desequilíbrio (doença) ”, assim escreve Dr. Francisco Cajazeiras em Saúde e Espiritismo – AME Brasil.
Através da Doutrina Espírita passamos a avaliar o aspecto pedagógico da doença.
A ciência progride com os avanços para suprimirem os sofrimentos físicos, no entanto, as dores da alma continuam a se multiplicarem. ”E para a enfermidade da alma somente os remédios espirituais são aplicáveis” nos diz André Luiz em os Mensageiros, psicografia de Chico Xavier.
Cada vez mais em nossos consultórios as pessoas buscam o alivio maior e paz para suas inquietações da alma que se manifestam em sintomas no seu corpo ou mente. E isto nos fica tão claro, quando os pacientes, em seus relatos intensos e profundos, manifestam uma necessidade enorme de falarem e serem escutadas em suas inquietações que vão além dos sintomas físicos.
O auto-conhecimento leva o ser humano a se reconhecer como ser espiritual que traz em sua bagagem dores que, nem mesmo toda a fármaco disponível é capaz de produzir efeitos curadores mais eficazes e profundos.
“Toda a medicina é serviço de amor, atividade de socorro justo, mas o trabalho de cura é peculiar a cada Espírito” E nesse sentido que a terapêutica complementar espírita traz sua contribuição.
“Em todo o processo degenerativo ou de aflição, o Espírito em sí mesmo, é sempre responsável, consciente ou não. E, naturalmente, só quando ele opta pela harmonia interior, opera-se-lhe a conquista da Paz”(J de Angelis)
A terapêutica complementar espírita deve ser agregada à terapêutica medicamentosa ou psicoterápica quando prescrita pelo médico ou psicoterapeuta.

O que abrange a terapêutica complementar espírita:

• tratamento fluidoterápico(passes magnéticos) que visam reequilíbrio energético, físico e espiritual. Muitas vezes inclui água fluidificada para ser administrada durante o tratamento espiritual.
• reuniões de desobsessões que realizam tratamento espiritual de profundidade;
• Evangelho no Lar, leitura semanal do evangelho para melhorias na sintonia energética da psicosfera do ambiente doméstico.
• Reforma íntima, imprescindível transformação moral que o indivíduo deve empreender para que haja mudanças necessárias no pensamento e nas atitudes (existem grupos nos Centros Espíritas que trabalham esse apoio, o que poderíamos chamar processo de autoajuda espírita).
Atualmente temos acesso a todos esses recursos que visam auxiliar em nossos processos de melhorias e curas de sintomas e doenças.
Que não esqueçamos o exercício constante de trabalharmos a nossa fé que nos coloca mais perto do Pai Maior e de toda a Espiritualidade responsável pelo nosso Amparo e auxílio.
Que não esqueçamos das palavras do Mestre Jesus que nos diz :

”Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei…”(mateus 11:28-30)

Assim como também não esqueçamos que ELE nos disse: “Sois deuses”, logo podemos também trabalhar em prol da nossa cura. Caminhemos confiantes utilizando todos esses recursos que nos foram alcançados por nosso Pai Misericordioso, que ama seus filhos e que deseja apenas a nossa evolução.
Façamos a nossa parte e confiemos!

Elizabeth Scchuck – psicóloga clínica e psicoteraupeuta de família

Prevenir

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Já faz algum tempo que venho pensando em como conectar Patologia com Espiritualidade. Claro que quando se fala em pineal e todas as repercussões e relações desta glândula com a alma, isto já me bastaria.
Mas aqui neste pequeno e singelo texto vou tentar em muito breves palavras conectar o modo preventivo/ descritivo do câncer de colo uterino, minha área de atuação neste momento de vida, com “prevenção” espiritual.
A princípio apresento o que é o Sistema Bethesda para Citopatologia Cervicovaginal, assim descrito no prefácio do livro “Sistema Bethesda para Citopatologia Cervicovaginal – Definições, Critérios e Notas Explicativas”, por Robert J. Kurman, MD –
Em dezembro de 1988, pequeno grupo de indivíduos com experiência em citopatologia, histopatologia e tratamento de pacientes, participou de um encontro promovido pelo NCI (National Cancer Institute) em Bethesda, Maryland, nos Estados Unidos.
A nova proposta teve por objetivo principal desenvolver um sistema de descrição dos esfregaços de Papanicolau que representaria a interpretação citológica de um modo claro e relevante para o clínico.
E, é evidente, que esta nova apresentação terminológica não só visou um melhor esclarecimento ao clínico, mas promover uma comunicação eficaz dos achados relevantes de citologia entre os achados clínicos e laboratoriais, para fornecer o melhor tratamento para o paciente.
Como toda idéia nova, principalmente depois de anos do uso de uma determinada nomenclatura, diversos autores a receberam inicialmente com ceticismo. Foi uma importante mudança de paradigma na citopatologia. E a partir desta mudança, em anos seguintes novas avaliações foram realizadas no sentido sempre de auxiliar no preventivo do câncer de colo uterino.
Sabemos que muitas pessoas foram e ainda são beneficiadas pelo Sistema de Bethesda, pois muitas células com alterações muito leves podem representar algo que pode transformar-se em lesões cervicais propriamente ditas. E daí a importância da prevenção. Antes que algo maior se instale em nós, porque não cuidar, porque não prevenir?
Sabemos pelo Evangelho de João ( João 5:1-18), que Jesus curou um paralítico em Betesda. Pela narrativa bíblica, e de acordo com João, este milagre ocorreu perto da “Porta das Ovelhas”, que ficava próximo a uma fonte ou “piscina” que é chamada de Betesda em aramaico. Ali costumavam juntar um grande número de aleijados e portadores de diversas deficiências- cegos, coxos, paralíticos e outros que eram marginalizados na sociedade da época. Um deles era inválido e tinha trinta e oito anos e, quando Jesus o viu deitado e soube de tempo de sua enfermidade, perguntou-lhe: “Queres ficar são?”.
Este reservatório ou Tanque ficava perto da Porta das Ovelhas, na zona norte de Jerusalém. Os doentes acreditavam que suas águas eram milagrosas. Segundo várias traduções da Bíblia, a agitação destas águas era provocada por um anjo de Deus, sendo que o primeiro doente que ali entrasse ficaria milagrosamente curado.
Betesda ou Bethesda pode referir-se a: Betesda deriva de duas palavras da língua hebraica: Beth ou Beit = “casa” e Chéssed=“ bondade, benignidade, misericórdia.”
Significa, portanto, “lugar da misericórdia Divina” ou “casa da misericórdia Divina.”
Para o Patologista, e em especial para o citopatologista, a Prevenção oferece um espaço para a saúde das pessoas, antes mesmo que se instale em nosso corpo físico uma doença propriamente dita.
E a “Prevenção Espiritual” é possível? Indago-me se já temos uma real noção de sua importância! Quantos males poderíamos evitar através do pensamento positivo, da conduta moral, do autoconhecimento, do perdão, do auto-perdão, do exercício de Amor e Caridade, da fé em Cristo, da oração e de tantas outras atitudes que não caberiam aqui neste espaço.
“Amai-vos uns aos outros como Eu vos Amei.”

Maria Cristina Leal Boeira – Médica Patologista, coordenadora do departamento de solidariedade da AMERGS

Chegaram os DVDs da Série Conectando – Ciência, Saúde E Espiritualidade

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DVD CONECTANDO- COMPROMISSOS MORAIS
Palestra complementar à Série CONECTANDO – CIÊNCIA, SAÚDE E ESPIRITUALIDADE pelo Dr. Carlos Eduardo Accioly Durgante com o tema Os Compromissos Morais e a Convivência em Família.
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DVD CONECTANDO- TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS
Palestra complementar à Série CONECTANDO – CIÊNCIA, SAÚDE E ESPIRITUALIDADE pelo Dr. Emanuel Burk dos Santos com o tema Os Transplantes de Órgãos na Visão Espírita.
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DVD CONECTANDO- PROCESSO DE PATOLOGIZAR
Palestra complementar à Série CONECTANDO – CIÊNCIA, SAÚDE E ESPIRITUALIDADE pelo Dr. Gelson Luis Roberto com o tema O Processo de Patologizar como Necessário à Alma.
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DVD CONECTANDO- TRANSTORNOS MENTAIS
Palestra complementar à Série CONECTANDO – CIÊNCIA, SAÚDE E ESPIRITUALIDADE pelo Dr. Paulo Rogério de Aguiar com o tema Os Transtornos Mentais e a Casa Espírita.
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Promoção dos Dia dos Pais da Livraria Francisco Spinelli
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Encontros Fraternos 2015 – Ciclo de palestras com apoio da Associação Médico-Espírita do RS

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Local: Centro Espírita Francisco Xavier, Rua Caju, número 87, bairro Petrópolis – Porto Alegre/RS.
Contribuição: 1kg de alimento não perecível, a ser doado ao Hospital Espírita de Porto Alegre.
Datas: no segundo sábado cada mês, às 19:00h

Agenda

09 de Maio
Tatiana Tourinho – Médica Reumatologista, profa. da UFCSPA
“Funções Psicológicas dos Chakras”

13 de Junho
Prof. Moacir Costa de Araújo Lima – Físico e escritor
“A (Re)Descoberta do Ser”

11 de Julho
Carlos E. Durgante – Médico Geriatra
Sheila Simões – Psicóloga
Elizabeth Schuck – Psicóloga
Paulo Rogério Aguiar – Médico Psiquiatra
Mesa redonda “Família e Evangelização” – Lançamento do Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade volume 3.

08 de Agosto
Drª Tatiana Tourinho – Médica Reumatologista, profa. da UFCSPA
“Funções Psicológicas dos Chakras”

12 de Setembro
Anahy Fonseca – Médica Psiquiatra
“Inconsciente coletivo: uma conexão para a compreensão da mente espiritual”

10 de Outubro
Paulo Renato Goulart – palestrante União Espírita Portoalegrense
“Família – Desafios e Soluções Numa Abordagem Espírita”

14 de novembro
Marta Neves – coordenadora do Projeto de Gestão do Saber Ambiental da FERGS
“Nossa Hora no Planeta”

A espiritualização e o envelhecimento humano

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          Com a proximidade da finitude do corpo físico, a crença na imortalidade do espírito revela a necessidade de qualificar e dignificar esta breve existência, para que esta fase da vida possa ser de grande beleza espiritual. Nesse processo de viver e envelhecer – como regra, não mais como exceção – levanta-se cada vez mais as questões das necessidades espirituais.
          Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), qualidade de vida é o método utilizado para medir as condições de vida de um ser humano. Envolve o bem-estar, físico, mental, psicológico e espiritual, além de relacionamentos sociais, como família e amigos e também a saúde, a educação entre outros.
          Envelhecer saudavelmente depende de fatores econômicos, sociais, culturais, políticos e espirituais construídos de forma individual durante toda a vida. A atriz de cinema Jane Fonda que o diga, pois ao completar 75 anos de idade, afirmou que “a velhice deveria ser planejada com antecedência emocional, física e financeira”.
          Nesse atual momento da evolução humana, período de muitas atribulações e inquietações pelas quais passa a humanidade pós-moderna, a conquista desse bem-estar mais integral – não apenas material – é objetivo comum a todos nós em processo ou já vivenciando o envelhecimento.
          De todas as fases que compõem a vida humana, nenhuma outra reacende a questão da transcendência e da imortalidade tanto quanto na velhice.
          Com a proximidade da finitude do corpo físico, a crença na imortalidade do espírito revela a necessidade de qualificar e dignificar esta breve existência, para que esta fase da vida possa ser de grande beleza espiritual. Nesse processo de viver e envelhecer – como regra, não mais como exceção – levanta-se cada vez mais as questões das necessidades espirituais.
          Entende-se por elas a falta de algo que possa trazer consolo e alívio às dores do corpo e da alma e que possam propiciar o bem-estar perante os desafios desse ciclo da existência.
          Os estudos e pesquisas científicas evidenciam que, para a maioria dos idosos, a religiosidade e a espiritualidade são uma dimensão importante e ocupam um lugar central em suas vidas. Estão diretamente relacionadas ao surgimento, à manutenção e à possibilidade de atenuarem os agravos impostos pelo envelhecimento à saúde física e mental.
          Indiscutivelmente, a busca por essa espiritualização pode proporcionar o conforto e o suporte necessários ao enfrentamento de situações e desafios inerentes a um processo natural, lógico e fisiológico da espécie humana que é o envelhecimento.
          Essa dimensão humana que denominamos de Espiritualidade tem variadas definições, mas todas confluem quando afirmam que a mesma é um recurso valioso que dá sentido à vida e que pode ampliar a consciência para o cuidado a si próprio e ao outro, e dessa forma contribuir decisivamente para uma velhice generosa e bem-sucedida.
          Independente do credo, da corrente espiritual ou religiosa, que se professe, ou até mesmo da ausência de uma religião formal, os ensinamentos religiosos e espirituais com frequência promovem uma visão positiva do mundo, e podem levar a esse bem-estar existencial. E geralmente o fazem por promover a esperança, a solidariedade, o otimismo, a satisfação com a vida, a força, a coragem e a fé.
          O bem-estar espiritual conquistado através dessa dimensão humana do ser, certamente poderá propiciar, na indispensável vivência da velhice, mais uma chance para um olhar interior, um olhar para o todo da existência, sendo esse um estágio indispensável à Completude da Vida!

Referências:
Durgante CEA. Cartilha do Envelhecimento Sadio. (org.). São Paulo, 2015: AME-Brasil.
Durgante CEA. Velhice: Culpada ou Inocente?. Porto Alegre, 2015: Francisco Spinelli.

(*)Carlos Eduardo Accioly Durgante – É médico geriatra, professor de pós-graduação do Curso de Saúde e Espiritualidade das Faculdades Monteiro Lobato de Porto Alegre, escritor, conferencista e membro da Associação Médico-Espírita do Rio Grande do Sul e da AME-Brasil.
E-mail: durgantecarlos@gmail.com

Fonte: http://www.portaldoenvelhecimento.com/espiritualidade/item/3712-a-espiritualizacao-e-o-envelhecimento-humano

Cartilha do Envelhecimento Sadio

A Cartilha do Envelhecimento Sadio, organizada por Carlos Eduardo Durgante e escrita por especialistas da área da saúde, da educação e da assistência social de várias AMEs (Associações Médico-Espíritas) e Sociedades Espíritas do Brasil, é um guia prático de aconselhamentos e orientações fundamentais para um envelhecimento com saúde, dignidade e qualidade de vida.
Por meio desse projeto editorial, estamos oferecendo diversas “ferramentas” ao público em geral, para a construção de um envelhecimento bem-sucedido, através das conexões entre as diversas dimensões que constituem o ser integral: o físico ao emocional, este ao social e todos ao espiritual.

À venda pelo site da AME-Brasil (https://lojaamasil.commercesuite.com.br/cartilha-do-envelhecimento-sadio-pr-96-377783.htm) e pela Livraria e Editora Francisco Spinelli (http://livrariaspinelli.com.br/).

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AME-Brasil completa 20 anos

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Modesta Homenagem aos Luminosos 20 anos da digna AME-BRASIL (Associação Médico-Espírita do Brasil) e sua idealizadora, amada companheira Drª. Marlene Nobre. Também sua fraterna e operante diretoria, na pessoa do presidente, nosso amado confrade e amigo Dr. Gilson Luis Roberto, aos milhares de colaboradores encarnados através de 57 AMEs e dos diversos Planos da Luz, simbolizados pelo nosso amado Irmão Maior Dr. Bezerra de Menezes! Parabéns! Para Frente e para o Alto! Irmanados com o Mestre Jesus!… Carinhosamente, parabéns a todos! ✨

“Solidários, seremos União. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.” Dr. Bezerra de Menezes

A AME-Brasil tem como finalidade o estudo da Doutrina Espírita e de sua fenomenologia, tendo em vista suas relações, integração e aplicação nos campos da Filosofia, da Religião e da Ciência, em particular da Medicina, procurando fundamentá-la através da criação e realização de estudos e experiências orientadas nessa direção. Também é sua função congregar AMEs estaduais, regionais, municipais, auxiliando em sua atuação, de modo a difundir o movimento médico-espírita nos estados e colaborar com instituições educacionais, assistenciais e órgãos em geral. A AME-Brasil deve ainda difundir e preservar o movimento médico-espírita junto a outras classes profissionais liberais e ao público em geral e promover eventos culturais e científicos que levem ao desenvolvimento de seu trabalho. A Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil) foi fundada em São Paulo, dia 17 de junho de 1995, durante a realização do MEDNESP-95 – 3º Congresso Nacional de Médicos Espíritas – realizado pela Associação Médico-Espírita de São Paulo instituição pioneira que existia desde 30 de março de 1968.

Seminário Psicologia Do Espírito: Projetos Para Um Bem Viver – Sessões de Autógrafos e Lançamentos de Livros

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Sábado à tarde: 16h às 16h30min

Lançamento e sessão de autógrafos dos livros:

Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade vol. 3 (vários autores)
Cartilha do Envelhecimento Sadio (vários autores)

Autógrafos dos livros:

As Leis Morais e o Código do Monte (Sérgio Lopes)
Aquém e Além do Tempo (Gelson L. Roberto) e Refletindo a Alma (Gelson L. Roberto, Claudio Sinoti, Iris Sinoti e Marlon Reikdal)
Velhice: Culpada ou Inocente? (Carlos Durgante)
A Vida Entra em Cena (Carlos Durgante)
Fé na Ciência (Carlos Durgante)
Práticas Complementares Para a Saúde Integral (Carlos Durgante)

Domingo pela manhã: 10h às 10h30min

Autógrafos dos livros:

Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade vol. 3 (vários autores)
Cartilha do Envelhecimento Sadio. (vários autores)
Aquém e Além do Tempo (Gelson L. Roberto) e Refletindo a Alma (Gelson L. Roberto, Claudio Sinoti, Iris Sinoti e Marlon Reikdal)
Velhice: Culpada ou Inocente? (Carlos Durgante)
A Vida Entra em Cena (Carlos Durgante)
Fé na Ciência (Carlos Durgante)
Práticas Complementares Para a Saúde Integral (Carlos Durgante)

Artigo: A família como desafio no processo evolutivo

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Muitos tem sido os questionamentos sobre a instituição familiar, sendo que alguns destes com previsões e avaliações negativas, trazendo a conclusiva ideia de falência da família. Atualmente o que nos deparamos é com a transformação e reformulação na configuração da família. A formatação tradicional está dando espaço para novas famílias que se constroem conforme a atual realidade e evolução dos tempos.
O ser humano tem uma necessidade básica de viver em grupo e sentir-se acolhido, proteger e estar protegido. Consequentemente famílias irão existir por um longo tempo.
Além do que, a família tem uma função de reeducação e de resgates espirituais. Já dizia Chico Xavier: “estamos no lugar certo com as pessoas certas e no tempo certo necessários ao que precisamos”. Uma família perfeita num planeta de provas e expiações é impossível, porém é possível nos aperfeiçoarmos sempre.
A nossa chance para isso é a reencarnação. Reencarnarmos num lar onde será possível reencontros para reajustes é obra da grande misericórdia Divina para o caminho evolutivo de cada integrante de uma família.
Há duas espécies de famílias, as constituídas pelos laços espirituais e a pelos laços corporais. As primeiras, duráveis se fortalecem pela depuração e se perpetuam no Mundo dos Espíritos através das diversas migrações do Espírito. As segundas, frágeis como a matéria, se estinguem com o tempo e se dissolvem moralmente desde a vida atual.
A família é o lugar por excelência onde seremos convidados a colaborar praticando a Lei de Amor de forma mais intensa e desafiadora. Somos convidados a aprender a exercitar amar na convivência: conjugal, maternal, paternal, filial, fraternal, etc.
Essa convivência só será saudável se a levarmos com respeito, paciência, perdão, diálogo, e muito amor.
Nosso tempo aqui na Terra é muito curto. A vida passa muito rápida! E precisamos viver e conviver de tal forma que, se tivermos de nos despedir de forma abrupta, não tenhamos remorsos a carregar.
Uma relação familiar com bases nos quesitos acima mencionados proporcionará estrutura emocional e promoverá o aprendizado de valores éticos em seus membros descendentes, contribuindo sobremaneira para um futuro adulto mais saudável!
Então, aproveitemos a oportunidade de crescermos e evoluirmos com a família com a qual pertencemos. Deixemos de queixar-nos dela e de “terceirizar responsabilidades”. Façamos a nossa parte para nos tornarmos pessoas melhores, bem como, aproveitemos tudo que é possível de aprendizado nessa convivência.
Já dizia Madre Tereza: “o bem que você faz hoje, pode ser esquecido amanhã. Faça mesmo assim. Veja que no final das contas, é tudo entre você e Deus! Nunca foi entre você e os outros”
Ou seja, o processo evolutivo é individual!
Nossa família é a oportunidade que tanto pedimos no Plano Espiritual para o exercício de crescermos espiritualmente. Essa compreensão auxiliará sobremaneira nos momentos desafiadores e de provas em nossa vida de convivência familiar.
Paciência, Respeito, Limites e Amor conosco e com nossa família!
Eis o caminho!!!

Elizabeth Schuck
Psicóloga Clínica e terapeuta de família

1º Encontro de Cinema, Saúde e Espiritualidade

Amigos, nessa terça-feira às 19h30min vai ocorrer na Sociedade Espírita Caminho da Luz, o primeiro Encontro de Cinema, Saúde e Espiritualidade, onde serão exibidos trechos do filme Para Sempre Alice, que aborda a questão da Doença de Alzheimer. Durante esse evento estaremos conversando sobre essa patologia à luz da ciência, do espiritismo e das relações familiares. Este será o primeiro de muitos encontros sobre a interface do cinema com o cotidiano da vida humana. Até lá!
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Artigo Envelhecimento: Do Corpo ou da Alma

Cada fase da existência física possui características próprias que consolidam o processo de amadurecimento do psiquismo humano. Cada novo estágio se constrói sobre os patamares do anterior, formando os alicerces complexos da individualidade.

Segundo o geriatra Dr. Carlos Durgante*, nossos tempos se caracterizam pela presença cada vez maior da longevidade, prevendo para as próximas décadas considerável aumento da população de idosos no mundo. Ainda assim, as fantasias aterradoras que acompanham a humanidade quanto à sua expectativa com relação a velhice atemorizam a maioria das criaturas – relacionando-a com decadência, amargura, solidão, doença e morte.

Trata-se de uma visão estreita que deposita os ideais de felicidade na possibilidade de gozos rápidos e sensações brutalizantes, a que as limitações do corpo agora se interpõem conduzindo o ser naturalmente a aspirações mais sutis. O centro da personalidade é atemporal.

Independentemente da idade orgânica e das condições limitantes que possam se apresentar do ponto de vista material, a mente se faz jovem quando idealista. Ninguém é solitário quando solidário. A morte faz parte da vida. A doença se apresenta como desafio existencial oferecendo maiores oportunidades de reflexão no campo dos valores morais, seja qual for o momento em que se apresente.

Atentemo-nos, no entanto, ao apego aos velhos hábitos – fruto da insegurança frente ao novo. Mudar e crescer é fundamental em qualquer etapa da vida. Aquele que jornadeia o entardecer da sua caminhada no mundo pode usufruir da tão almejada estabilidade emocional, decorrente de maior liberdade interior – quando não cronificados velhos preconceitos. É possível atingir maior auto compreensão e honestidade para consigo mesmo, com consequente respeito pelas decisões alheias, combatendo o confinamento de nosso mundo interior – este último, único que garante a verdadeira experiência de plenitude.

*No livro Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade

Michelle Ponzoni dos Santos
Psicóloga, psicanalista, junguiana

Programação de Palestras da AME-RS no mês de Maio/2015

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Data: 2 de maio, 15hs:00min
Cidade: Osório
Instituição: S.E Círculo da Luz
Palestrante: Sheila Simões
Tema: Joanna de Ângelis: a mentora da Psicologia Espírita

Data: 7 de maio, 20hs:00min
Cidade: Torres
Instituição: Instituto Espírita Allan Kardec
Palestrante: Paulo Rogério Aguiar
Tema: O Encontro da Saúde com a Espiritualidade

Data: 13 de maio, 19hs:00min
Cidade: Tramandaí
Instituição: S.E. Fé, Amor e Caridade
Palestrante: Carlos Eduardo Durgante
Tema: A Vida Entra em Cena: os Desafios da Convivência em Família.

Data: Dia 30 de maio, 14hs:30min
Cidade: Porto Alegre, Av. Desembargador André da Rocha, 49
Instituição: FERGS
Palestrante: Alexandre Fontoura dos Santos
Tema: Transição Planetária e a pátria do evangelho: uma reflexão histórica

Data: 16 de maio, 20 horas
Cidade: Santa Maria, Faixa de Camobi, Km 03, nº 1915
Instituição: Sociedade Espírita Luz do Caminho, Dr. Fernando do Ó
Palestrante: Carlos Eduardo Durgante
Tema: Da Velhice à Reencarnação

Data: 22 de maio, 19h45min
Cidade: Viamão
Instituição: S.E Bezerra de Menezes
Palestrante: Carlos Eduardo Durgante, Emanuel Burk dos Santos
Tema: Ciência e Espiritualidade: Conexões para a Saúde Integral

Data: 23 de maio, 20hs:00min
Cidade: Santa Maria, Faixa de Camobi, Km 03, nº 1915
Instituição: Sociedade Espírita Luz do Caminho, Dr. Fernando do Ó
Palestrante: César Geremia
Tema: Longevidade e Saúde: o Espírito no Comando

Data: 30 de maio, às 15hs:30min
Cidade: Porto Alegre, Rua General Andrade Neves, 18. Centro
Instituição: Sociedade Espírita Allan Kardec
Palestrante: Carlos Eduardo Durgante
Tema: As Enfermidades Humanas à Luz da Doutrina Espírita

Artigo: Evangelho, Saúde e Evolução

Evangelho, Saúde e Evolução

Na marcha incessante do tempo, seu inerente relativismo iguala dias a anos, minutos a eras. A estreiteza da vida material, contada do berço ao túmulo, não nos permite contemplar a evolução de fenômenos cujos ciclos ultrapassam nosso tempo histórico enquanto personalidades. Assim, a maior parte dos planos da Espiritualidade Maior para o orbe terrestre nos escapa a observação do conjunto, restando-nos um vislumbre fragmentado e incompleto. Associado a esta incompletude, a limitação de entendimento do Mundo Espiritual Superior e de seus propósitos divinos restringe ainda mais nossa capacidade de compreensão dos Planos de Deus e de sua influência indelével no curso da história planetária. Nesse cenário, o homem ora atribui a si próprio, se orgulhoso, os grandes acontecimentos que mudam o curso evolutivo de milhões de criaturas encarnadas, ora delega ao acaso aquilo que lhe escapa a percepção.

Guerras e alterações climáticas, ciclos econômicos globais e as reencarnações em massa de espíritos missionários, a descida de ideais superiores a crosta, enfim, compõe o influxo evolutivo da coletividade que tem no Mestre Jesus, o comandante sempre atento e diligente.

Há cento e cinquenta anos “descia” à terra o Evangelho Segundo o Espiritismo, inaugurando uma nova etapa evolutiva do planeta. Composição de muitas mentes, encarnadas e desencarnadas, é talvez a mais bela obra de colaboração entre os dois planos da existência. O Cristianismo em sua essência mais pura, mais bela, em meados do século XIX, passava então a ser mais bem compreendido. O verdadeiro código universal de conduta e de moralidade, vigente em todos os orbes evoluídos e felizes, em todos os recantos do Universo Infinito, enfim era oferecido, como prova da bondade e do amor infinito do Pai Celestial, aos atrasados e renitentes do planeta azul. A maturidade alcançada pelos espíritos do século XIX assim o exigia, dando sequência a multissecular programação de Jesus. Primeiro Ele enviara Moisés, João Batista e os profetas na antiguidade; após os grandes iniciadores, o Governador Espiritual do planeta viera a terra oferecer sua incomparável exemplificação do Evangelho, que seria esquecido, deturpado, adaptado conforme interesses políticos. Seria necessária a recapitulação das lições, quando o Espiritismo arrebata o mundo, retirando o véu das alegorias e das distorções, sintetizando no seu Evangelho a safirina luz que conduz as almas ao coração de nosso Pai. Era o terceiro momento, dos então chamados trabalhadores da última hora.

Tradicionalmente, considera-se o Evangelho uma obra essencialmente moral.

Nela, os ensinamentos mais profundos de Jesus são extraídos e comentados por Kardec e pelos Espíritos responsáveis pelo programa da Codificação, através de lúcidas instruções, aplicáveis a todas as situações da vida. No entanto, é possível olhá-lo de forma diferente. É possível perceber, em suas lições imorredouras, o mais perfeito tratado científico que jamais as ciências humanas imaginaram lograr. Um tratado de ciências psíquicas, que liberta o homem dos tormentos da alma, das patologias mentais, do aprisionamento em seu próprio ego; que salva o indivíduo do dualismo, do materialismo, da falta de rumo, da falta de sentido, do suicídio; que traz a misericórdia, a mansuetude e a brandura como prescrição obrigatória a obtenção da felicidade. Um tratado de medicina, pois aponta a cura de todos os males físicos pela evolução do espírito, dando um sentido lógico as moléstias incuráveis, as doenças de nascença, às mortes prematuras. Um tratado de economia, ensinando nossa condição de meros fiéis depositários do tesouro divino, responsáveis pela justa distribuição das riquezas. Um tratado de direito, preconizando a lei do amor, do perdão incondicional às faltas alheias, da caridade com os criminosos, da insensatez do duelo, da indissolubilidade do casamento.

O Evangelho detém, na singularidade de suas doces lições, extraídas da fonte suprema do Mestre Jesus, o poder de nos tocar as fibras mais delicadas da alma, precavendo-nos de um dos males mais perigosos da pós-modernidade: a do racionalismo puro, do intelectualismo orgulhoso, entronizando a razão como método único ao entendimento da vida e de suas leis. Fruto da vaidade dos homens, esquecidos que o Amor é a força máxima do universo, o racionalismo dogmático tantas vezes tem encontrado justificativas para as mais atrozes atitudes, em sistemas hediondos de dominação. Organizações políticas totalitárias para a promoção de uma suposta “justiça social”, extermínio de seres humanos por motivos vis, exploração de embriões indefesos para o “avanço da ciência”, o aborto generalizado como um exercício da autonomia da mulher, e tantas outras bandeiras fazem a alma humana confundir-se, quando apartada da bússola do coração, que a tudo harmoniza e conduz a Deus. O Evangelho de Jesus é, portanto, a síntese perfeita entre fé e razão, entre amor e conhecimento, entre teoria e exemplificação divina, tendo no Mestre Galileu a encarnação dos princípios superiores que objetivamos lograr.

A pandemia dos fenômenos obsessivos, responsáveis por males ainda insuspeitos, de ordem pessoal e coletiva, encontra do Evangelho o seu único e verdadeiro antídoto. Kardec já nos dizia que toda influência sobre os espíritos obsessores reside no ascendente moral, atestando a completa ineficácia de fórmulas e práticas exteriores.

Consciente da evolução da medicina e sabedor de que havia trazido ao mundo um tratado médico de 500 anos à frente de sua época, Kardec nos deixa, em seu último parágrafo de o Evangelho Segundo o Espiritismo, uma lição primorosa: “A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos.”

Como nada, na ação da espiritualidade maior, se dá de forma fortuita, vislumbramos aqui uma delicada mensagem de Kardec para a posteridade. Temos nesse pequeno parágrafo, que encerra a referida obra, uma consagração da necessidade de integração dos aspectos morais e espirituais àqueles relacionados à saúde dos seres humanos, em especial no que tange aos processos obsessivos. Kardec convoca os médicos do futuro (um futuro que já chegou, diga-se de passagem!) ao tratamento consecutivo ou simultâneo, de modo a atuar tanto nas causas quanto nos efeitos, tanto no espírito, quanto no corpo físico. E vai além: mesmo quando resta encerrada a obsessão espiritual, muitas vezes pela pertinácia do obsessor e pelo longo tempo de atuação sobre o enfermo, cabe a medicina colaborar no reequilíbrio do paciente. A medicina do porvir deve seguir o exemplo da Obra da Codificação: uma fraterna integração colaborativa entre os dois planos da existência.

Nos grandes ciclos da evolução histórica, temos o período preparatório, no qual as idéias são lançadas de modo ainda embrionário, como uma experiência de campo no grande laboratório humano. A seguir, o programa adianta-se a uma fase de semeadura efetiva, onde a semente é lançada ao solo, de modo a aguardar a madureza dos tempos.
Por fim, temos a colheita, quando a idéia longamente preparada atinge o período de exuberância e não pode mais ser ignorada. Transitamos, nos tempos modernos, rumo à terceira etapa, em que o Evangelho será a árvore frondosa sob a qual os humildes, os brandos, os pacíficadores, os misericordiosos, os puros e os justos abrigar-se-ão felizes e em regozijo, porque souberam inscrever em suas consciências, de modo inapagável e para os séculos sem fim, as lições do Evangelho de Jesus.

Dr. Paulo Rogério Dalla Colletta de Aguiar
Presidente da AMERGS biênio 2015-2017

Journal of Affective Disorders: Intrinsic religiosity, resilience, quality of life, and suicide risk in depressed inpatients

O Dr. Bruno Paz Mosqueiro, psiquiatra da AMERGS, publicou um artigo de sua pesquisa de mestrado em uma das mais prestigiosas revistas cientificas, especializada em doenças afetivas, o “Journal of Affective Disorders”. Trata-se de um estudo avaliando a correlação entre religiosidade, resiliência, qualidade de vida, risco de suicídio e transtornos depressivos. Essa é mais uma conquista do movimento medico-espírita brasileiro, levando o alto contingente de espiritualidade à ciência médica, conforme nos orientou nosso abnegado Dr. Bezerra de Menezes. Veja artigo completo (em inglês) no link abaixo.

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Caravana da AMERGS pela 10ª Região FERGS

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Cidade: Santo Antônio da Patrulha
Instituição: S.E. Fonte de Luz
Data: 11 de abril, 15hs:30min
Palestrante: Gelson Luis Roberto
Tema: Em Busca da Verdade: superando as armadilhas do ego

Cidade: Capão da Canoa
Instituição: S.E. Allan Kardec
Data: 18 de abril, 16hs:00min
Palestrante: Alethéa Sperb
Tema: A Definir

Cidade: Caraá
Instituição: A.E. Bom Jesus
Data: 25 de abril, 10hs:00min
Palestrante: Alethéa Sperb
Tema: A Definir

Cidade: Osório
Instituição: S.E Círculo da Luz
Data: 2 de maio, 15hs:00min
Palestrante: Sheila Simões
Tema: Joanna de Ângelis: a mentora da Psicologia Espírita

Cidade: Torres
Instituição: Instituto Espírita Allan Kardec
Data: 7 de maio, 20hs:00min
Palestrante: Paulo Rogério Aguiar
Tema: O Encontro da Saúde com a Espiritualidade

Cidade: Tramandaí
Instituição: S.E. Fé, Amor e Caridade
Data: 13 de maio, 19hs:00min
Palestrante: Carlos Durgante
Tema: A Vida Entra em Cena: os Desafios da Convivência em Família

Atividades AMERGS Abril

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Dia 04: Semana Espírita de São Sepé. Palestra: As Ansiedades Nossas de Cada Dia, Carlos Durgante, às 20 horas, na Associação Espírita Jesus Nazareno.

 

Dia 11: 17ª Feira do Livro de Erechim/RS, colóquio sobre o livro Velhice: culpada ou Inocente? Às 20 horas, com Carlos Durgante.

 

Dia 18: Palestra sobre o livro A Vida Entra em Cena, comemorativa aos 75 anos da SEBMV (Sociedade Espírita Bezerra de Menezes) de Viamão/RS, às 14h30min. Carlos Durgante.

 

Dia 18: Palestra Amorterapia, com Gelson Luis Roberto, no auditório da Fergs (Federação Espírita do Rio Grande do Sul), às 14h30min.

 

Dia 22: Palestra no Grupo da Boa Idade da Sociedade Beneficente Bezerra de Menezes de Porto Alegre, às 14h30min, com o tema A Vida Entra em Cena, com Carlos Durgante.

Artigo: Família e Eutanásia

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O Ser Humano, ao demandar a vida na terra, encontra muitas vezes por oferta uma série de possíveis prazeres, de busca de conforto e segurança, da procura da felicidade. No entanto, neste interim, é acossado por inúmeras intercorrências que o levam ao experimento da dor, nos flagelos sociais, nas distonias mentais, nos conflitos familiares e até mesmo na visita da morte, revestida de doenças abruptas ou prolongadas que inviabiliza-lhe a movimentação no corpo e o fruir dos sentidos.
Frente a esta inconstância – que, em diferentes graus, é peça constituinte da vida – há aqueles que acreditam na existência como eterno gozo, a fim de aproveitar o tempo que lhes resta, apegados às ilusões da juventude e assustados pelo fantasma da velhice. Outros, buscam no status e na locupletação material uma espécie de sentido, que lhes falta, pois tais aquisições não são portadoras por si só da verdadeira paz, que jamais vem descarregada dos sentimentos morais profundos a que destina-se o Espírito. Conforme nos alerta o Espírito Carlos, em psicografia de João Nunes Maia: “as coisas falsas, embora brilhem mais que as verdadeiras, não permanecem clareando” (Gotas de Ouro).
Diante dos embates humanos entre a vida e a morte, surgem as mensagens divinas, por vezes disfarçadas de provações, sem as quais não nos movimentaríamos ainda rumo ao alcance de patamares maiores de entendimento. Toda a vez que nos encontremos cerceados por dificuldades atrozes, lembremos de Jesus que, macerado na cruz, antevia as moradas espirituais de que procedia, desejando a nós que ficávamos o verdadeiro perdão das ofensas às leis maiores, enquanto atestávamos nossa ignorância em frente ao nobre exemplo deste Ser de Luz.
A perspectiva da dor sem solução, do sofrer sem remédio assusta-nos o ser, por vezes despreparado pela visão materialista da vida, ou por uma religiosidade empobrecida, entre os símbolos de céu e inferno tão distantes de nossa realidade. Circunstâncias em que surgem as pretensas soluções imediatas, a fim de dar cabo a dor, aparentemente sem sentido, diante de algo que nos soa como fim, ainda que não o seja.
É neste contexto que se apresenta a eutanásia, sorvida na forma de injeção letal, sob o pretexto de “trazer a paz” àquele que estertora, mas que merece ser devidamente esclarecida, em face da continuidade do Espírito após estes momentos afligentes.
Aceita em países como França, Alemanha, Áustria, e Holanda, por exemplo, é classificada no Brasil como atitude criminosa, embora vez por outra ocorra disfarçadamente em procedimentos paralelos que acabam por ter o mesmo fim. De uma forma ou de outra, constitui uma das pautas atuais das importantes discussões em bioética. Confluindo os termos gregos eu e thanatos (“morte boa”), tal prática é proposta por sincera esperança de aliviar do sofrimento, para alguns, ou de inconsciente desconsideração pela vida, para outros, dentre seus diferentes defensores.
Fossemos seres puramente materiais, fadados a extinguir-nos com a disjunção molecular, a proposta apresentar-se-ia talvez como um alivio a dor alheia, em nosso intento de auxílio. A espiritualidade que nos cerca, no entanto, alerta-nos para outro nível de causas e consequências, onde pretensas soluções podem tornar-se, em verdade, geradoras de maiores dores ao Espírito que somos. O inverso também se verifica, uma vez que beneficiamo-nos de situações por vezes dolorosas, conforme às tomarmos por aprendizado. Nossas necessidades, como seres imateriais, vão muito além daquelas que distinguimos no “mundo das formas”.
Diante das quase infindáveis dores em que se encontra o indivíduo e a família em casos de coma profundo, de morte certa, de dores sem trégua e sem previsão de recuperação, de que adiantaria a espera? Por que não abreviar uma dor sem sentido?
Em 1860, Allan Kardec questionou aos Espíritos sobre o tema, cuja resposta veio a constituir o item 28 do capítulo quinto de O Evangelhos Segundo o Espiritismo:
“Um homem agoniza, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que o seu estado é sem esperança. É permitido poupar-lhe alguns instantes de agonia, abreviando-lhe o fim?”

E obteve como resposta, assinada pelo Espírito São Luis:

“Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir um homem até a beira da sepultura, para em seguida retirá-lo, com o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que soou sua hora final. A ciência, por acaso, nunca se enganou nas suas previsões?
Bem sei que há casos que se podem considerar, com razão, como desesperados. Mas se não há nenhuma esperança possível de um retorno definitivo à vida e à saúde, não há também inúmeros exemplos de que, no momento do último suspiro, o doente se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes? Pois bem: essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser para ele da maior importância, pois ignorais as reflexões que o seu Espírito poderia ter feito nas convulsões da agonia, e quantos tormentos podem ser poupados por um súbito clarão de arrependimento.
O materialista, que só vê o corpo, não levando em conta a existência da alma, não pode compreender essas coisas. Mas o espírita, que sabe o que se passa além túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos sofrimentos o mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo que seja apenas um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro.”
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 28. Grifo nosso)

Em perspectiva esclarecida, o desenlace do Espírito, que abruptamente ou gradualmente despede-se do envoltório corporal, é sim momento derradeiro na terra, mas em vista de seu aproveitamento da experiência fruída, possibilitando-lhe maiores esclarecimentos da fase nova da Vida, ou prolongamento momentâneo das dores que o perseguem.

A família ante a eutanásia

Impossível pensar-se esse assunto sem o entrelaçamento à dinâmica familiar, que de formas variadas atingem a todas as criaturas no planeta. Formada frequentemente por desafetos do passado, e alguns espíritos afins – conforme nos revelam os Espíritos envolvidos na codificação da Doutrina Espírita – , a união familiar tem por vias diluir débitos do passado através da repetição e/ou variação de posições parentais, permitindo, assim, a reedição de velhos conflitos na proposta de empreitadas edificantes, por vezes muito angustiosas, mas também libertadoras ao acessar e movimentar os escaninhos profundos de nosso inconsciente, de nossas personalidades ainda um tanto grosseiras.
Assim, a família – célula elementar da sociedade, delimitando as relações primárias do indivíduo com o meio a que pertence – constitui-se de valorosa escola pela qual todos temos a oportunidade de exercitar as capacidades morais necessárias a nosso ser, em vias de sua jornada evolutiva pelas diferentes etapas de nossa ascensão espiritual. Não por acaso foi elegida por Confúcio, e outros sábios orientais da antiguidade, como o grande modelo a pautar as relações morais desde o camponês ao príncipe, em diretriz política e social herdada para a China milenar, ainda que alterada desde priscas eras.
Se, por desgosto ao círculo em que formos originados, renegarmos totalmente à família, afastarmo-nos da sociedade e buscarmos a vida eremita, vinculado às cavernas, à fuga para natureza e demais lugares ermos, ainda assim carregaríamos a população de “vozes internas” que inunda-nos o ser, em uma enxurrada inconsciente a pedir-nos resolução. São as imagens psicológicas que guardamos das figuras parentais e “dos outros” em geral, e das quais não poderemos livrarmos, muito menos em atos de revolta para com a vida, identificando-nos com suas demandas ou combatendo-as desesperadamente. Necessitam, na verdade, serem superadas em busca do autoconhecimento, a fim de que reintegremos estes sentimentos e pensamentos harmoniosamente, visto serem nada mais do que projeções inconscientes de nossos próprios complexos não solucionados, a ressoar sob a figura do próximo, estando este envolvido ou não com a conflitiva que abateu-nos.
Partindo do ponto de vista do indivíduo, atitudes autodestrutivas – como o alcoolismo, a drogadição, o suicídio, e demais comportamentos de risco – tendem a trazer uma boa parcela inconsciente de tentativa de livrar-se desta multidão de vozes internas, das opiniões familiares, que lhe torturam a personalidade devido a incompreensão de uma ou de ambas as partes. Destruindo-se, desta forma, destrói-se também os outros que “habitam” em nós, como fantasiosamente se acredita nestes momentos infelizes.
Partindo do ponto de vista dos demais familiares, o parente que sofre é convite declarado para que todos revejam pensamentos e sentimentos, a fim de direcionar suas atitudes à cooperação com o outro. Trabalho este que tem início em nosso próprio aprendizado, revendo em que a dor alheia tem a nos ensinar, seja pelas virtudes ou tropeços destes entes queridos. Pois não basta apontarmos os males – isto todos fazem –, o mérito está em emularmos em nós as possíveis soluções, colocando-nos no lugar do próximo na busca de melhores resoluções morais.
O enfermo que estertora mobiliza em todos os mais variados conjuntos de sentimentos; como o medo e impotência diante da morte; de que não amamos aquele ser o quanto devíamos; a revolta diante da doença, da própria Vida, e da Divindade. É também ponto de união, onde os familiares veem-se em necessidade de esforçarem-se e sustentarem-se diante da prova em questão.
Situações limites como esta tendem a testar nossas fibras morais, auxiliando a flexibilização de nossas certezas diante da vida e morte, inicialmente para suportarmos o ocorrido, e finalisticamente como despertamento para as maiores reflexões acerca da sobrevivência do Espírito e suas consequências em nossa vida diária.

Vida e Sociedade

Aos idos tempos de Esparta, a mais belicosa cidade-estado a compor a península grega, defrontávamos com uma sociedade sem espaço para aqueles considerados inválidos, de alguma forma. Os bebês que nascessem com deformidades eram atirados de penhascos, a fim de se estabelecer uma sociedade “perfeita” em suas funções corporais. O infanticídio era acompanhado, também, do descarte aos mais velhos, incapazes de lutar. Descendente dos Dórios – um dos últimos povos a se estabelecerem violentamente na região do Peloponeso, em regime de combate aos demais vizinhos –, o considerado cidadão espartano, entre outras coisas, era o que estivesse pronto para a guerra, em uma sociedade altamente excludente e moralmente aquém de seus contemporâneos atenienses, mais evoluídos em termos artísticos e filosóficos.
Ainda anteriormente, em algumas tribos paleolíticas que habitaram ao redor do mundo, como ainda o há em pequenos focos, abandonar os mais velhos a própria sorte era uma forma de garantir a sobrevivência do bando, uma vez que estes eram considerados um peso aos demais. Incapazes de caçar e necessitando de cuidados maiores, entravavam-lhes o movimento nômade que lhes era característico, na busca de zonas com maiores recursos alimentícios.
Contemporaneamente, uma visão utilitarista do indivíduo – classificado apenas por sua capacidade de produção, ou então de “constituir biografia”, conforme alguns controversos filósofos contemporâneos – ganhou corpo junto à visão materialista que instaurou-se nos meios médicos e científicos em meados do século XIX. Materialismo, este, decorrente do movimento cientificista, interessado em exaltar alguns ramos da ciência mecanicista como expressão máxima da realidade, na verdade, em interpretação limitada e unilateral de ambas.
Por este viés, a vida nada mais se constitui do que um caminhar preciso em direção a morte, à finitude, onde dar-se-ia o encerramento total daquilo que o indivíduo um dia foi. Em revolta declarada aos dogmas impostos pela religião controladora, como principal motivo, a ciência ganhava em técnica e perdia em sabedoria, em espiritualidade.
Em algumas correntes radicais (mas não hegemônicas) da bio-medicina e da filosofia da ciência contemporânea (ex: Francis Crick e casal Churchland), seriamos assim considerados robôs biológicos, onde nossas mentes deixam de existir com a morte do cérebro e dos sistemas cardíaco respiratório. Descartáveis, portanto, quando em vias de inutilizarmo-nos fisicamente, por esta visão.
Em contraponto, uma série de renomados cientistas vêm propondo uma visão diferente do aspecto mente e cérebro, desde o próprio René Descartes (pai do mecanicismo-cartesiano), a nomes atuais como Karl Popper, Pin Van Lomel, Mario Beuregard, entre outros. Impulsionados principalmente pelas chamadas Experiências de Quase Morte (EQM), onde pacientes ressuscitados verbalizam uma série de vivências fora do corpo físico, caracterizadas por conteúdo paradoxal. Nestas vivências, relatam encontros com parentes desencarnados, saídas do corpo, e relatos de procedimentos cirúrgicos discutidos junto a eles ou em salas separadas.
Podemos considerar como o início de uma mais expressiva consideração da vida após a morte nos meios médicos e científicos. Tal constatação, que ganha espaço aos poucos em nossa sociedade, vem trazer-nos uma série de reposicionamentos em nossa forma de viver e ver a vida. Traz consequências inevitáveis para assuntos contraditórios, por vezes tidos como “liberalizantes”, tal os flagelos da drogadição, do aborto intencional e da interrupção ativa da vida em intervenções hospitalares, como no caso da eutanásia e do suicídio assistido.
A descoberta da dimensão espiritual – faixa primordial da realidade que a todos cerca – vem a somar-se com destacada importância às debatidas dimensões psicológicas, biológicas e culturais do ser humano, encadeando-as para uma compreensão ainda mais ampla, complexa e integral do fenômeno da vida.

O efeito da eutanásia sobre o Espírito desencarnante

André Luiz, médico desencarnado na primeira metade do século XX, nos relata um interessante caso, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, onde é possível sentir-se os efeitos atordoantes do desligamento abrupto entre espírito e corpo, através da eutanásia. Se encontrava a equipe de André Luiz na esfera espiritual da vida, cooperando cirurgicamente para o desenlace de Cavalcante, moribundo, com vistas a diminuir o impacto que sentiria com seu falecimento iminente, que se daria de forma natural em algumas horas.

“O clínico, todavia, não se demorou muito, e como o enfermo lutava, desesperado, em oposição ao nosso auxílio, não nos foi possível aplicar-lhe o golpe extremo. Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada “injeção compassiva”, ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador [espiritual].
Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiriçaram-se-lhes os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a máscara facial. Fizeram-se vítreos os olhos móveis.
Cavalcante, para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação.
Sem perder a serenidade otimista, o orientador explicou-me:
– A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço. Provavelmente, só poderemos libertá-lo [do corpo] depois de decorridas mais de doze horas.
E, conforme a primeira suposição de Jerônimo, somente nos foi possível a libertação do recém-desencarnado quando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós. Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras. Apático, sonolento, desmemoriado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano [local na espiritualidade], demonstrando necessitar maiores cuidados.”
(André Luiz. Obreiros da Vida Eterna. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Cap. 18. FEB, 2011)

Assim, como em diversos exemplos, o corpo morre, mas a alma prossegue, com sofrimento maior ou menor conforme o apego com o corpo ou a sutilização dos laços espírito-matéria. As horas finais de Cavalcante não apenas eram-lhe necessárias para reflexões conclusivas desta encarnação (conforme maiores informações na obra em questão), como pudemos compreender que a própria interrupção arbitrária da vida em injeção letal gerou-lhe grande mal-estar desnecessário.

Medida preparatória

Considerando a importância dos momentos derradeiros do ser, ainda que dolorosos, relatemos aqui determinado caso narrado por um dos médiuns de nossa seara de atuação espírita. Encontrava-se sua família a duras lágrimas em vista de sua avó, que devido a problemas vasculares seguidos de parada cardíaca adentrou-se em coma profundo, carregando todos a um estado crônico de espera angustiosa entre a vida e a morte.
Após meses nesta situação, os familiares obtiveram auxílio em atividade mediúnica, onde os venerandos orientadores informaram a condição da enferma: estava em processo preparatório que lhe definiria, na verdade, a qualidade de sua entrada completa no mundo dos Espíritos. Amada por todos os familiares, trazia, porém, determinado caráter combativo e exigente, muitas vezes marcado pelo rancor. A senhora, naquele momento, defrontava-se com inúmeros perseguidores espirituais que lhe acompanhavam em vida, e que esperavam seu desencarne para dar continuidade a processos obsessivos mais severos. Movidos, estes, pela ideia da vingança, por conflitos de vidas passadas.
Seu período de coma, que durou mais de ano e meio, seria uma intervenção da espiritualidade superior em seu proveito, devido a outros méritos seus. Afastada parcialmente do corpo pela situação em que se encontrava, a irmã antevia o mundo espiritual com maior clareza, teimosa mas assustada, e deliberava com seus mentores a mudança de estado mental em que se arraigava. A situação a se definir, portanto, clamava pela prece de todos.
Nosso colega, na época em despertar abundante de suas faculdades mediúnicas, evitava injustificadamente a visita ao leito hospitalar da avó amada. Após ponderar com clareza, aquiesceu em encontrá-la, ainda temendo maiores abatimentos psicológicos. A visão da senhora inerte, no entanto, lhe despertou profunda compaixão. Captando-lhe as emanações mentais, deu início quase que imediatamente a processo telepático involuntário, em que visualizou a enferma um pouco mais resoluta de sua passagem, mas apegada apenas a preocupações com determinada filha que lhe dependia financeiramente e afetivamente, em situação psicológica um tanto emaranhada.
Tal informação, que até então era ignorada por este companheiro, foi comunicada aos membros próximos do grupo familiar, que tomaram por resolução educar a parente a autogerir-se. Em conversa junto a senhora em coma, uma de suas filhas pediu que não se preocupasse com isso, pois todos dariam o devido auxílio emocional a outra filha, que não ficaria sozinha no mundo.
Dentro em breve, a senhora abandonava o corpo físico, rumando definitivamente para a Vida Maior, mais esclarecida e preparada. Nas primeiras horas após o desenlace, ainda foi-lhe permitido despedir-se do neto (o colega em questão), desta vez através do processo de clariaudiência, com emocionantes palavras que lhe marcaram o íntimo, a atestar-lhe a vida após a morte.
Tão digna é a vida em suas inúmeras manifestações! Ainda que debatemo-nos com seus impositivos ela visita-nos com novos ares de esperança confirmando a importância de sermos pacientes e confiantes em nossas caminhadas. Como no caso exposto, o caminho da senhora se cruzava aos demais, não isentando-a de seu livre arbítrio e individualidade, mas convidando todos a elevarem-se em conjunto, no abandono das atitudes errôneas do passado que tenham vindo a delimitar a necessidade coletiva de tamanha expiação.
O valor da família, consanguínea ou espiritual, fortalece-nos a caminhada. O convívio pode ser desafiador, por vezes, ainda assim é sempre tempo de esperanças, pois o Espírito prossegue, defrontando-se com aquilo que abandonou, descobrindo tesouros na alma onde jamais esperava encontrar.
Cabe a família, portanto, o dever de buscar elevar-se mutuamente, não dependendo uns dos outros para a tarefa que compete ao indivíduo, mas buscando apoiar-lhes nas dores, suportar-lhes os confrontos, impulsionar-lhes ao bem, em proposta de benefício a todos. Neste meio, nossa visão da vida – materialista e orgulhosa, ou pautada na transcendência do espírito e valorização do outro – influi muito na forma como lidaremos com as situações limites.
Como Espíritos em regime de encarnação momentânea, nossa sublime caminhada ascensional, como não se restringe a nossa encarnação atual, não raro tem encontrado dificuldades de ser valorizada em nossas metas pessoais, tão esquecida frente aos “chamados do mundo”, assim que adentramo-nos na reencarnação e na vida diária. Esquecemos assim, com facilidade, aquelas diretrizes nobres assumidas por nós mesmos frente a perspectiva de uma nova vida no mundo. Afogadas no inconsciente, tendem a ressurgir em propostas criativas, em ensejos de elevação moral e aquisição cultural, ou então mediante dores afligentes, conforme nossa surdez aos seus chamados anteriores, ou conforme o plano inevitável para experiências libertadoras.
O Espiritismo vem convidar-nos ao reconhecimento dos seres espirituais que somos, anteriormente, concomitantemente e após a visita ao corpo denso através da reencarnação. Ao contrário do que pensam alguns, nossa vida espiritual não começa no desencarne, visto que a vivemos desde já, apesar de a percebermos de forma confusa, ofuscada pelo efeito da matéria e do esquecimento natural das vidas passadas. Somos verdadeiros dínamos de energia a irradiar nossos pensamentos e sentimentos ao nosso redor, em um intenso intercâmbio com os seres desencarnados que nos cercam, podendo estes se afinar a nós com propostas elevadas ou não.
É como se a sintonia espiritual em que nos encontramos, decorrente de nossos atos e reflexões morais, constituísse a verdadeira “matéria” que nos reveste, influenciando nosso corpo físico, nossa dinâmica de atração ou repulsa nos convívios sociais e até mesmo os rumos de nossas mais profundas inquirições, independentemente de quão puramente racionalizados nos imaginemos. É neste contexto que devemos voltar nossa atenção para as qualidades íntimas do Ser atentando aos sentimentos e pensamentos que lhe caracterizam, pois influem no grande momento da transição, ocasionado pela morte física.
Uma passagem “bem sucedida”, com o esforço possível em elevar-se o pensamento pelo grupo familiar, confere àquele que parte maior cabedal de proteção, uma vez que mais dificilmente sentirá à distância os sentimentos coletivos de revolta e pessimismo que lhe embargariam a adaptação ao mundo espiritual. Não pensemos que isto se trata de desdém pela morte ou pelos seres queridos, dos quais sempre sentimos a falta, mas proposta sincera e resignada de reeducação espiritual, no lento acostumar-se em encarar a vida como continuidade. Proposta difícil, por vezes, porém meritória, a gerar frutos para nós e para aqueles que nos cercam.
Tão rico o valor do minuto daquele que se encontra nos ímpares estados de aflição, ainda que isso estranho nos pareça. Quão consoladoras podem ser as visitas de entes queridos, tomadas por “alucinações do momento final” – uma vez que passa-se a ver e cumprimentar aqueles que “já se foram”. Como nos conclama O Evangelho Segundo o Espiritismo, façamos o máximo para lhes diminuir as dores, porém jamais cessemos a vida.
Não raras vezes é o minuto que o ser precisa e merece para realinhar-se momentaneamente em vias de adentrar a pátria espiritual com maior desprendimento das dores que passa, maior perdão para com a vida, maior preparo junto aos seres amados que lhe esperam em festa.
A mediunidade, atestando a continuidade das consciências ao esfacelamento do corpo, abre aos campos científicos, religiosos, éticos e filosóficos toda uma gama de reflexões paradoxais, que convidam-nos a uma mudança profunda de entendimentos.
As comunicações de nossos queridos desencarnados desvelam-nos outro lado da vida, salientando causas e efeitos que para nós passam constantemente despercebidos, mas que, para eles, são fatores altamente determinantes: a influência que exercemos uns sobre os outros através das correntes de pensamentos; a ininterrupta ação dos espíritos desencarnados sobre a vida daqueles que ainda transitam na carne; o estado de consciência a que nos deparamos segundo os apegos, vícios ou virtudes a que nos entregamos em vida; as próprias reflexões do ser em vias da eternidade…
Uma vez que conferimos a realidade da vida após a morte, em suas múltiplas expressões, torna-se impossível nos mantermos alheios às perspectivas esclarecedoras que surgem, senão voluntariamente presos à ignorância sobre nossa própria natureza. As reflexões acerca das graves consequências da eutanásia ao indivíduo, na família e na vida total, encontram-se entre os chamados de nossa Era, convidando-nos a harmonizar diretrizes sociais com o equilíbrio intelecto-moral que nos é possível adquirir.

Autor: Alexandre Fontoura dos Santos

Artigo: O papel dos pais na atualidade

familia
Cada vez mais nos deparamos com conflitos familiares decorrentes de ausência de limites entre pais e filhos, dificuldades de um dos pais ou de ambos em assumir a paternidade frente aos filhos (muitos terceirizam esta função), bem como a falta de maturidade frente ao comprometimento diante da construção e condução de uma família.
No capítulo XVII do Evangelho, segundo Espiritismo, mais precisamente, nas instruções dos espíritos, Lázaro refere na fala do DEVER:
O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral(…)Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse do coração. O dever íntimo do homem está entregue a seu livre arbítrio(…)O dever começa precisamente no ponto que ameaçais a felicidade ou tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmo(…)O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. (…)O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo, é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.
E a paternidade assumida pelo livre arbítrio deve ser entendida e exercida como um dever moral assumido.
Sabemos que, ainda no plano espiritual, ao fazermos nosso planejamento reencarnatório, nos comprometemos a enfrentarmos vários desafios e a exercer muitas funções no plano terrestre. Oportunidades de reparações e resgastes naquilo que não conseguimos concluir ou realizar nas encarnações anteriores.
Segundo Walter Barcelos, no livro Educadores do Coração, (Cap.10 O pai espírita, p.75)
O espírito retorna à Terra, graças à fusão dos elementos genésicos do pai e da mãe, que transferem suas cargas hereditárias biológicas para a formação de um novo corpo. Através desse maravilhoso fenômeno da natureza, Deus quer mostrar que os filhos devem ser dirigidos para o bom caminho, com esforço educativo de ambos os genitores.
O homem e a mulher possuem traços psicológicos diferentes que determinam funções também diferentes, mas que são complementares e necessárias a formação da personalidade da criança. Logo, o papel de cada um é de fundamental importância. Mesmo em casamento desfeitos o comprometimento e a responsabilidade frente aos filhos permanece inalterável, condição não seguida em muitas famílias.
Aspectos a serem observados pelos pais na busca de uma relação sadia com os filhos:
*Os pais provêm não só o material, mas o afeto, os cuidados com: saúde biopsicossocial; a formação intelectual, moral e espiritual;
*a responsabilidade da educação dos filhos é insubstituível;
*a relação e diálogo entre pais e filhos tem que envolver transparência e verdade;
*as trocas afetivas na convivência acontecem numa ordem de pais amigos e não de amigos pais;
* a imposição de limites é fundamental para uma educação eficiente
*a importância de alternar no cotidiano da vida, momentos das tarefas e responsabilidades a cumprir com momentos de lazer, de brincadeiras, de leveza, vivenciando pais e filhos, cumplicidade e parceria.
A responsabilidade dos pais é intransferível, não pode ser terceirizada à Escola, nem a profissionais que cuidam ou tratam as crianças. A função da família é fundamental e essencial na construção da personalidade da criança.
E quanto mais essa família for estruturada e sadia, mais chances a criança terá de desenvolver-se também de uma forma sadia e feliz.
Atualmente existem novas famílias constituídas por pais do mesmo sexo, ou por um só responsável (pai ou mãe), ou com filhos adotados, ou por um segundo casamento onde os filhos dessa união convivem com os irmãos das uniões anteriores. As responsabilidades e comprometimentos desses pais nessas novas famílias se mantém da mesma forma que nas tradicionais.
Uma relação que tem por base o respeito ao ritmo, às diferenças e ao tempo de cada um irá contribuir na formação de um ser mais sadio, necessidade cada vez maior em nossos tempos atuais.
Os pais precisam entender que o exercício da paternidade é uma missão e a eles cabe vivencia-la, pois só assim seguirão construindo seu progresso espiritual.

Autora: Beth Schuck

Artigo: Turbulência Nas Relações: Como minimizar o impacto da separação nos filhos pequenos?

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As relações, especialmente as de origem mais íntima como a familiar, oferece-nos grandiosa oportunidade de maturação interna, visto que no convívio com o outro nos deparamos constantemente com nossos próprios complexos, tendo de desenvolver métodos de lidar com eles. O divórcio, em nossos tempos, tem servido muitas vezes como válvula de escape diante das pequenas frustrações e dificuldades do dia-a-dia. Não obstante, quando os conflitos passam a pesar mais do que o crescimento na relação, trazendo muitas vezes prejuízo, não só ao casal, mas ao desenvolvimento dos filhos, apresenta-se como alternativa saudável de retomada do equilíbrio emocional.

Neste caso, aos pais cabe o discernimento de:

– evitar discussões perante as crianças, conversando a sós em momento próprio;
– tomar a decisão a dois e somente depois, com calma, informar aos filhos;
– jamais perguntar aos filhos o que acham que deveria ser feito (pois esta é uma forma de atribuir-lhes a responsabilidade pelo divórcio dos pais);
– jamais dizer aos filhos que a separação está se dando por culpa deles;
– esclarecer o quanto a relação da mãe ou do pai com os filhos continuará a mesma, ainda que em configuração de lares diferentes;

Não existem temas inabordáveis que o amor não possa discutir e esclarecer. O lar, ainda, não somente é a base da sociedade, mas também uma escola, na qual os exemplos penetram mais do que as palavras e constituem a base das relações futuras das crianças ali presentes. “Os pais são como um espelho que reflete a imagem da realidade que sempre servirá de orientação aos filhos”.*

Recomendamos, por fim, a busca de apoio profissional quando necessário, pois muitas vezes se iludem aqueles que pensam que ao trocar de parceiro encontrarão a felicidade, já que carregamos a nós mesmos onde quer que nos encontremos ou com quem estejamos. O autoconhecimento, o respeito a si e ao próximo são ferramentas de combate ao egoísmo e ao orgulho, que podem auxiliar o sujeito em sua caminhada rumo à individuação** e ao convívio harmônico com o outro.

* Joanna de Ângelis, no livro “Constelações Familiares”
**termo criado por CG.Jung para definir o processo de integração do ser humano, o “ser quem se é”.

Michelle Ponzoni dos Santos
Psicóloga, Psicanalista, Terapeuta Junguiana

Artigo: Alienação Parental: Triste Capítulo Da Violência Contra A Criança

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Chamamos alienação parental quando o filho é usado por um dos genitores como instrumento de agressão com relação ao outro. É uma forma de violência contra a criança que, infelizmente, passa muitas vezes desapercebida e é mais comum do que se pensa.

Fique atento aos sintomas:

– não comunicar ao outro genitor fatos importantes com relação à vida da criança e tomar decisões sozinho;
– exercer excessivo controle com relação aos momentos em que a criança deve estar com o outro genitor (criando inúmeras atividades para o mesmo dia, tornando-o extenuante, por exemplo);
– “esquecer” de dar recados que o outro genitor ligou, etc., descuidar presentes dados por ele, gerando sentimentos na criança de que o pai ou a mãe não dá importância a ela;
– obrigar a criança a optar entre um dos genitores;
– mostrar desagrado diante do contentamento da criança com relação ao outro genitor;
– desqualificar o outro constantemente;
– tornar a criança espiã da vida do outro genitor.

A criança, nestas situações, tende a apresentar manifestações de raiva com relação ao genitor alienado, distanciamento físico e emocional e nutrir sentimentos que não estão de acordo com a realidade. A perturbação pode gerar também inúmeros transtornos de aprendizagem e sociabilização na escola. São mais propensas a desenvolver, futuramente, quadros de transtornos de humor, dependência química, baixa autoestima, suicídio, dificuldade em criar elas próprias vínculos e relacionamentos saudáveis.

Evidência de uma sociedade ainda primitiva no que tange a lidar com emoções, as manifestações de vingança e violência ainda persistem, quando não diretas, de modo sutil. Quem sofre, geralmente, são aqueles que deveriam ser os mais protegidos e amparados: os filhos.

Deve-se evitar sempre expor os pequeninos às discussões, mantendo em primeiro plano a responsabilidade para com eles. Independentemente da situação entre os pais, a criança precisa saber que continua sendo amada por ambos, jamais sendo transformada em cúmplice dos desajustes afetivos dos mesmos.

Michelle Ponzoni dos Santos
Psicóloga, psicanalista, junguiana

Seminário Psicologia Do Espírito: Projetos Para Um Bem Viver

Nota: Devido a necessidade de repouso para melhor restabelecimento de sua saúde, fomos informados que nosso companheiro Divaldo terá de ausentar-se de alguns compromissos assumidos na divulgação da Doutrina Espírita, incluindo o nosso Seminário Psicologia do Espírito. Rogamos a assistência benfazeja da Espiritualidade Maior ao nosso amigo Divaldo, que possa renovar suas forças neste descanso merecido. Lamentamos por um lado, mas muito felizes ficamos ao poder anunciar que nosso estimado Haroldo Dutra Dias fará a substituição em nosso Seminário Psicologia do Espírito. Em breve divulgaremos o novo programa, com as modificações previstas. Convidamos a todos, em clima de paz e serenidade, a colocarmo-nos em atitude de prece pelo nosso Divaldo, pela sua recuperação, assim como envolvendo nosso querido Haroldo em vibrações de grato acolhimento pela sua vinda em nosso seminário.
Presidência AME-RS

 

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SEMINÁRIO PSICOLOGIA DO ESPÍRITO: PROJETOS PARA UM BEM VIVER
EM COMEMORAÇÃO AOS 26 ANOS DA SÉRIE PSICOLÓGICA DE JOANNA DE ÂNGELIS

PALESTRANTES:
Haroldo Dutra Dias
Alexandre Fontoura
Anahy Fonseca
Cláudio Sinoti
Gelson Luis Roberto
Jeanine Lopes
Iris Sinoti
Marlon Reikdal
Michelle Ponzoni dos Santos
Sérgio Lopes
Sheila Simões

Valores: Sócios da AMERGS 90 reais. Não sócios 120 reais. (valores somente para o seminário)
Almoço no sábado: R$ 15,00 (sem bebidas) para quem quiser almoçar no Clube Farrapos. Vagas limitadas (200 vagas)

Data: 04 e 05 de julho de 2015
Horário: Sábado- 8hs30min às 17hs
Domingo- 8hs às 12hs30min

Local: Clube Farrapos
Rua Professor Cristiano Fischer, 1331 – Bairro Jardim do Salso – Porto Alegre – RS

Nos intervalos teremos Sessão de Autógrafos com Dr. Sérgio Lopes – Livro O Còdigo do Monte e com o Dr. Carlos E. Durgante – Livro Velhice Culpada ou Inocente?

Contatos: (51) 3382-8000 / contato@amergs.org
Realização: AMERGS
Apoio: HEPA FERGS e AJERGS

INSCRICOES

 

 

 

Flyer livros seminário

Sábado à tarde: 16h às 16h30min

Lançamento e sessão de autógrafos dos livros:

Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade vol. 3 (vários autores)
Cartilha do Envelhecimento Sadio (vários autores)

Autógrafos dos livros:

As Leis Morais e o Código do Monte (Sérgio Lopes)
Aquém e Além do Tempo (Gelson L. Roberto) e Refletindo a Alma (Gelson L. Roberto, Claudio Sinoti, Iris Sinoti e Marlon Reikdal)
Velhice: Culpada ou Inocente? (Carlos Durgante)
A Vida Entra em Cena (Carlos Durgante)
Fé na Ciência (Carlos Durgante)
Práticas Complementares Para a Saúde Integral (Carlos Durgante)

Domingo pela manhã: 10h às 10h30min

Autógrafos dos livros:

Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade vol. 3 (vários autores)
Cartilha do Envelhecimento Sadio. (vários autores)
Aquém e Além do Tempo (Gelson L. Roberto) e Refletindo a Alma (Gelson L. Roberto, Claudio Sinoti, Iris Sinoti e Marlon Reikdal)
Velhice: Culpada ou Inocente? (Carlos Durgante)
A Vida Entra em Cena (Carlos Durgante)
Fé na Ciência (Carlos Durgante)
Práticas Complementares Para a Saúde Integral (Carlos Durgante)

 

 

 

Opções de Hospedagem

master

master2

master3

coral-logo
Coral Tower Hotéis
www.coraltower.com.br
Unidade Trade Center – Av. Protásio Alves, 2966 – Bairro Petrópolis
A partir de R$ 188,00
Unidade Express – Av Getúlio Vargas, 318 – Bairro Menino Deus
A partir de R$ 138,00

clube
Hotel de Trânsito do Clube Farrapos (dentro do local do evento)
www.farrapos.org.br / clubfarraposht@uol.com.br
Acomodação muito simples com café da manhã
Apto para 3 = R$ 150,00
Apto para 2 = R$ 120,00
Apto para 1 = R$100,00
Suíte para 3 = R$160,00
Suíte para 2 = R$135,00
Suíte para 1 = R$ 110,00
Alojamento compartilhado para 8 pessoas = R$ 50,00 por pessoa.

logo pousadanovo
Pousada Terra Sul
Rua São Francisco, 30 – Bairro Santana
www.pousadaterrasul.com.br / contato@pousadaterasul.com.br
Valores entre R$60,00 e R$130,00 com café da manhã (4 banheiros para 6 quartos)
Transporte: T1D e T1

hostel-porto-do-sol
Hostel Porto do Sol
Rua Mariante, 958 – Bairro Rio Branco
www.hostelportodosol.com.br
Quarto compartilhado para 6 pessoas = R$ 45,00 por pessoa
Sem toalha com roupa de cama e café da manhã
Individual R$60,00 cm toalha e roupa de cama
Duplo R$ 100,00 com toalha e roupa de cama
Todos com banheiro compartilhado
Transporte: 4763 – Petrópolis/PUC

Sugestão de almoço

Bourbon Shopping logo
Shopping Bourbon Ipiranga
Av. Ipiranga, 5200 – Bairro Petrópolis
Transporte: T1D e T1
A 5 minutos de ônibus do local, oferece várias opções de refeição.