A Empatia e o Vínculo nas Relações Familiares

A Empatia e o Vínculo nas Relações Familiares

 Os espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo entre parentes próximos, são, o mais frequentemente, Espíritos simpáticos, unidos por relacionamentos anteriores, que se traduzem por sua afeição durante a vida terrestre; mas pode ocorrer também que esses Espíritos igualmente anteriores, que se traduzem da mesma forma por seu antagonismo sobre a Terra, para lhes servir de prova. Os verdadeiros laços de família não são, pois os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após a sua encarnação. ” (ESSE cap. XIV)

 Em nosso mundo atual a correria diária nos impulsiona a vivermos de forma bastante ansiosa, muitas vezes, isolados e reféns de preocupações e compromissos exaustivos, auto exigências e limitação de tempo para nos observar. Todos precisam sobreviver e lutar por um espaço na sociedade e uma vida melhor. Estes ingredientes fazem com que nossos relacionamentos familiares adquiram características um tanto superficiais com a falta de empatia e fortalecimento dos vínculos afetivos.

A família é o lugar por excelência onde seremos convidados a colaborar praticando a lei de amor de forma mais intensa e desafiadora. Somos convidados a aprender a exercitar o amor na convivência conjugal, maternal, paternal, filial, fraternal, etc.

Todos somos desafiados, através do exercício diário que a convivência nos possibilita, a nos tornar pessoas mais empáticas e consequentemente estreitar nossos vínculos.

No papel de pais vivenciamos o amor incondicional e a doação mais pura na relação afetiva com os filhos. No papel de filhos vivenciamos, primeiramente durante a Infância, a idealização de nossos pais. Na Adolescência, passamos aos enfrentamentos, questionamentos e negação diante de suas normas e regras, para na Maturidade da vida adulta, compreendê-los como seres humanos falíveis, limitados e vulneráveis, assim como nós, passando a respeitá-los e a amá-los muito mais.

A finalidade principal da família é aprendermos a nos amar como irmãos, nos libertando do egoísmo, sentimento ainda extremamente arraigado em nossos corações.

Uma família perfeita num planeta de provas e expiações é impossível, porém é possível nos aperfeiçoarmos sempre.

Para Joanna de Ângelis: “a família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, no qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura”.

Emmanuel, no livro Leis de Amor nos relata sobre a função essencial do lar e família (cp. IV.6): “no caminho familiar, purificam-se instintos e renovam-se decisões. Nele encontramos estímulos ao trabalho e às tentações que nos comprovam as qualidades adquiridas, as alegrias que nos alentam e as dores que nos corrigem”.

Concluindo, ressaltamos que “o amor é o alicerce mais vigoroso para a construção de uma personalidade sadia, por ser gerador de um comportamento equilibrado”, já dizia Joanna de Ângelis. Com a benção da reencarnação, nos é possibilitado a oportunidade de exercitarmos o amor frente aqueles que nos inspiram genuinamente esse sentimento. Assim também, tal exercício se faz necessário, aos carentes de nosso amor, hoje familiares que nos conflitamos, com os quais temos débitos passados.

A empatia nos torna sensíveis a dores, fragilidades e limitações de nossos companheiros de jornada e é conquistada a partir da nossa condição de nos reconhecermos, humildemente, também vulneráveis, limitados e em eterno aprendizado e processo evolutivo.

A finalidade principal da família é aprendermos a nos amar como irmãos, nos libertando do egoísmo, sentimento ainda extremamente arraigado em nossos corações.

Que sigamos, perseverando em nosso aprimoramento espiritual, mesmo frente aos desafios mais intensos dentro de nossas famílias: amando e perdoando.

Que aproveitemos ao máximo a maior prova de Amor que Deus nos concede: a Vida!! E toda a nova oportunidade que ela encerra frente às relações com nosso próximo, mais próximo: nossa família!!

                                          Elizabeth Schuck – psicóloga clínica e psicoterapeuta de família

  • Bibliografia:
  • Allan Kardec, Evangelho segundo Espiritismo, Editora.Boa Nova
  • Alírio de Cerqueira Filho. Saúde das Relações Familiares, Editora EBM,S.Paulo,2007
  • Cristina Canovas de Moura. À família com afeto, Editora Letra de Luz, Porto Alegre,2012
  • Divaldo Franco, Constelação Familiar, Ed. Leal, Salvador,2002
  • Walter Barcelos, Educadores do Coração, Editora. União Espírita Mineira, BH,2007

 

 

 

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