3º Congresso Gaúcho de Dependência Química à Luz da Espiritualidade

O 9º seminário do Apoio Fraterno e o 3º Congresso de Dependência Química à Luz da Espriritualidade estão confirmados para sexta-feira e sábado, respectivamente.

 

3o Congresso Gaúcho DQ luz Espiritualidade

 

Investimento: 30 reais para Não Sócios e 20 reais para Sócios da AMERGS

 

INSCRICOES

 

A Associação Médico-Espírita do RS está promovendo a terceira edição do Congresso Gaúcho de Dependência Química à Luz da Espiritualidade.
O Congresso pretende oferecer uma visão interdisciplinar da problemática do abuso e da dependência de álcool e outras drogas, enfocando seus aspectos biológico, psicológico, social, jurídico e, especialmente, sua correlação com a espiritualidade.
Queremos alcançar e sensibilizar estudantes e profissionais das áreas da saúde e jurídica, bem como oferecer ao público em geral subsídios científicos e práticos para incorporar a espiritualidade na prevenção e no tratamento desse grave e crescente problema de saúde pública.
Como sabemos, a dependência química é um problema crescente de saúde, com imensas implicações médicas, sociais e jurídicas. Atinge homens, mulheres, jovens e idosos de todas as classes sociais. É uma doença crônica, com muitas recidivas, incapacitante e desagregadora do núcleo familiar e da sociedade. Até agora, as medidas de prevenção têm-se mostrado ineficazes em nível mundial. Assim, novas estratégias para o seu combate e uma nova consciência social, com novos valores, posturas e escolhas, são urgentemente necessárias. O panorama é assustador! No entanto, nos últimos anos, têm surgido fortes evidências científicas e epidemiológicas de que a espiritualidade tem um importante efeito protetor e terapêutico na dependência ao álcool e outras drogas. Uma janela se abre!
Entendendo a espiritualidade como uma dimensão essencial da natureza humana, que confere ao homem significado existencial e o instrumentaliza a buscar o melhor de si, do outro e do mundo, é que a Associação Médico-Espirita do RS, com o apoio do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul e de diversas outras instituições, vos convida a participar do 3º Congresso de Dependência Química a Luz da Espiritualidade.
Dr. César Geremia. Presidente da Comissão Organizadora.

 

Programação do 3o Congresso DQ

 

Inscrições Gratuitas Para Jovens Entre 13 E 25 Anos

 
image
 

Inscreva-se!

 
INSCRICOES

 

Conferencista já confirmados!

 

Edson_cardoso
Edson Luis Cardoso

Edson Luis Cardoso

Médico Especialista em Medicina interna(Ufpel), Médico Psiquiatra, Especialista em Dependência Química (UFCSPA), professor de neuropsicologia da Universidade Regional do Alto Uruguai e das Missões – Campus Santo Ângelo.

 

 

 

2d0fe04c79c7f439affaf3962bc5c4d3
Paulo Rogério D.C. de Aguiar

Paulo Rogério Dalla Colletta de Aguiar

Presidente da AMERGS biênio 2015-2017, segundo tesoureiro da AME-Brasil. Médico Psiquiatra pela UFCSPA, especialista em dependência química pela UNIFESP, especialista em terapias cognitivas pelo Núcleo de Estudos e Atendimentos em Psicoterapias Cognitivas (NEAPC), professor do Curso de Especialização em Saúde e Espiritualidade das Faculdades Monteiro Lobato, professor do NEAPC, secretário científico do Núcleo de Psiquiatria e Espiritualidade (NUPE) da Associação de Psiquiatria do RS, organizador do livro Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade vol 2 e 3, mestrando em Ensino na Saúde pela UFCSPA, trabalhador do Grupo Espírita Francisco Xavier.

 

 

 

gelson
Gelson Luis Roberto

Gelson Luis Roberto

Psicólogo, Mestre em Psicologia Clínica, analista junguiano, membro da Associação Junguiana do Brasil e da International Association for Analytical Psychology, membro-fundador do Instituto Junguiano do RS, professor de Pós-Graduação do curso de especialização em Espiritualidade e Saúde das Faculdades Monteiro Lobato, vice-presidente da Sociedade Espírita Amor do Mestre Jesus.

 

 

 

 

 

Sheila Simões
Sheila Simões

Sheila Simões

Psicóloga Clínica de Indivíduo, Casal e Família. Especialista em Dependência Química. Coordenadora de grupo de estudos da AMERGS, expositora espírita e participante da Sociedade Espírita Caminho da Luz.

 

 

 

 

 

 

CESAR GEREMIA
César Geremia

César Geremia

Médico Endocrinologista pediátrico, Mestre em medicina pela UFRGS, médico do Instituto da Criança com Diabetes – Grupo Hospitalar Conceição. Professor do Curso de Saúde e Espiritualidade das Faculdades Monteiro Lobato, membro do Grupo Espírita Bezerra de Menezes.

 

 

 

 

LEANDRO TIMM PIZUTTI
Leandro Timm Pizutti

Leandro Timm Pizutti

Médico Psiquiatra pela FFFCMPA, Especialista em Psicoterapia Psicanalítica pelo CEP de POA, Mestre em Ciências da Saúde pela UFCSPA, Doutorando em Psiquiatria pela UFRGS, Preceptor do Programa de Residência Médica em Psiquiatria pela UFCSPA, Instrutor de Prevenção da Recaída Baseado em Mindfulness pela UNIFESP e em Mindfulness para Saúde e para o Stress pela Breathworks/UK.

 

 

 

LUCIANNE VALDIVIA
Lucianne Valdivia

Lucianne Valdivia

Psicóloga , Especialista em Psicoterapia Psicanalítica pelo ESIPP, Mestranda em Psiquiatria pela UFRGS, Instrutora de Prevenção da Recaída Baseada em Mindfulness pela UNIFESP e em Mindfulness para crianças e adolescentes pelo Mindful Schools/Califórnia, Integrante do SENTE, Programa de Mindfulness e Educação Social e Emocional do INFAPA.

 

 

 

DENISE CARDOSO
Denise Medianeira Garcia de Oliveira Cardoso

Denise Medianeira Garcia de Oliveira Cardoso

Enfermeira pela Universidade Federal de Pelotas – RS, Psicóloga pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus de Santo Ângelo, Pós-Graduação em Terapia de Casal e Família pelo Centro ELO de Estudos e Atendimento de Terapia Familiar e de Casal de Passo Fundo – RS, Trabalhadora do Grupo de Autoajuda a Dependentes Químicos e Codependentes Apoio Fraterno Santo Ângelo, membro da Associação Médico-Espírita de Santo Ângelo.

 

 

 

VICTÓRIO TURCONI
Victório Turconi

Victório Turconi

Médico Pediatra. Presidente da Associação Médico-Espírita de Serra Gaúcha (AME SERRA GAÚCHA).

 

 

 

 

SAMIRA TURCONI
Samira Turconi

Samira Turconi

Bioquímica. Integrante da Associação Médico-Espírita de Serra Gaúcha (AME SERRA GAÚCHA)

 

 

 

 

JOÃO PAULO
João Paulo Bittencourt Cardozo

João Paulo Bittencourt Cardozo

Promotor de Justiça de Palmeira das Missões, integrante do Movimento pela Paz Sepé Tiaraju.

 

 

 

 

GILMAR BORTOLOTTO
Gilmar Bortolotto

Gilmar Bortolotto

Procurador de Justiça do RS, atuou por 17 anos na Promotoria de Justiça de Controle e Execução Criminal de Porto Alegre.

 

 

 

 

 

 

Hospedagem

 

hospedagem-congresso-DQ

 

 

Investimento: 30 reais para Não Sócios e 20 reais para Sócios da AMERGS

 

INSCRICOES

9º Seminário Apoio Fraterno

O 9º seminário do Apoio Fraterno e o 3º Congresso de Dependência Química à Luz da Espriritualidade estão confirmados para sexta-feira e sábado, respectivamente.

 

9o seminário AF

O Apoio Fraterno é uma proposta terapêutica para dependentes químicos e seus familiares (codependentes), concebida por profissionais espíritas da área da saúde mental, vinculados à Associação-Médico Espírita de Santo Ângelo.
Atualmente, existem diversos grupos em plena atividade no nosso Estado e em outras cidades brasileiras.
O Apoio Fraterno (AF) utiliza a metodologia consagrada dos dozes passos, aliada a técnicas de psicoterapia de grupo, onde a vivência da espiritualidade à luz da Doutrina dos Espíritos é fortemente estimulada e fortalecida. Visa agregar ao já consagrado e excepcional arsenal terapêutico e preventivo do Evangelho de Jesus, uma ferramenta com base doutrinária espírita que incorpora as metodologias existentes de grupos de autoajuda, já validadas cientificamente. Assim, o AF não pretende, de forma alguma, substituir os recursos terapêuticos próprios do atendimento espiritual dos centros espíritas, nem tampouco substituir a terapêutica médica e psicológica convencional. Quer, no entanto, oferecer um atendimento mais individualizado e especializado aos dependentes químicos e seus familiares ao amparo da Doutrina Espírita. Por que mais especializado e individualizado? Deixemos que os números respondam.
Hoje, segundo pesquisa da Unifesp, existem oito milhões de brasileiros dependentes do álcool, da cocaína e da maconha. Há duas vezes mais dependentes químicos do que espíritas declarados em nosso país (3,7 milhões, IBGE, 2012). É assustador! E nós, espíritas, temos os recursos doutrinários e técnicos para oferecer mais àqueles que sofrem dessa grave e incapacitante doença crônica. Essa é nossa missão; essa é também nossa reconciliação!
Assim, entendendo a importância dessa proposta de trabalho, em face da gravidade do cenário da dependência química, a Associação Médico-Espirita do RS, com o apoio da Sociedade Espírita Caminho da Luz, vos convida a participar do IX Seminário Apoio Fraterno.

 

9seminario-af

 

Inscreva-se!

INSCRICOES

 

Local: Soc. Espírita Caminho da Luz

Av. Bento Gonçalves, 1209, Partenon, Porto Alegre/RS

maps

Problemas com álcool e outras drogas: o momento da mudança à luz da parábola do semeador.

semeando3 

Sheila Teresa Carmona Simões[1]

Esta breve reflexão pretende elucidar o estágio de motivação em que se encontram as pessoas que procuram orientação na Casa Espírita para o problema da dependência química, associando seus pressupostos ao conceito da Parábola do Semeador.

Cada pessoa tem seu jeito de começar a usar e continuar usando Substâncias Psicoativas (SPA) ou drogas, como são conhecidas. Os fatores envolvidos na experimentação, uso, abuso e dependência química têm origem complexa, que se pode entender como espírito-biopsicossocial. Para desmembrar esta complexidade entendemos que somos um espírito, que moldou a reencarnação do corpo biológico através do Modelo Organizador Biológico – MOB 1, com uma estrutura psíquica e padrões psicológicos desenvolvidos no decorrer da vida e, ainda mais, influenciada pelo ambiente social, constituído pela família e sociedade 2 .

Além disso, cada pessoa tem seu jeito de procurar um tratamento quando alguém diz que ela está com problemas com o álcool e outras drogas ou ela própria se dá conta que precisa de ajuda. Isso quer dizer que nem sempre receberemos uma pessoa que estará convencida da sua necessidade de mudança do comportamento 3. Pode acontecer que ela tenha se assustado com os sintomas da abstinência ou percebeu que está correndo o risco de perder o emprego ou o ano escolar, ou ainda, um familiar a tenha trazido num momento de vulnerabilidade.

Seja qual for a razão pela procura de ajuda, a pessoa espera uma escuta atenta de suas dúvidas e emoções, quase sempre conturbadas pelas drogas. Provavelmente, ela não saberá definir seus objetivos, nem fazer escolhas claras de suas necessidades. Talvez ela não saiba que é possível sair desse turbilhão de sensações e efeitos fisiológicos causados pela droga, se ela aprender a identificar seus sentimentos e pensamentos que são disparadores da necessidade de usar e abusar das substâncias.

Joanna de Ângelis4 lembra que quando o ser deixa-se conduzir pelas manifestações primitivas de vivências anteriores malbaratadas, os pensamentos de dor, de angústia e pessimismo predominam no psiquismo, em razão de sua força desequilibradora.

Neste contexto, devemos considerar a pessoa que procura ajuda de “pessoa que sofre”, não de drogada ou viciada, e a SPA que ela elegeu para mostrar seu sofrimento de “voz da sua dor”. Aos poucos a sua própria voz vai falar do seu sofrimento e a droga vai deixar de ser o canal da sua dor. E assim, “o novo hábito se irá implantando lentamente na consciência até tornar-se parte integrante do comportamento” 4 .

Nas questões da dependência química ninguém vai convencer o outro a se tratar, por melhores argumentos que tenha. Aliás, nenhum argumento importa se não os que a própria pessoa encontrar para si mesma. Quando alguém se dispõe a escutar uma pessoa que sofre, deverá silenciar sua experiência pessoal, e sua opinião não deve ser imposta para não comprometer o canal de comunicação que se inaugura naquele momento.

Sobretudo, o motivo que faz alguém se tratar tem que emergir da própria pessoa, a fim de evitar respostas defensivas, elevando a negação do problema e o comportamento de resistência.

A partir deste entendimento foi desenvolvida a Entrevista Motivacional Breve3, uma abordagem psicoterapêutica utilizada por técnicos, que descreve uma série de estágios pelos quais as pessoas passam no curso da modificação de um problema. Por ser um instrumento desenvolvido a partir de centenas de pesquisas científicas tem sua eficácia comprovada, e seus conceitos valiosos serão adaptados neste texto para a utilização nas Casas Espíritas.

Ao receber a pessoa que sofre, o voluntário poderá perceber que a forma de falar com um não surte o mesmo efeito quando fala com outro. Principalmente, na participação de grupos de apoio, onde cada um vai entender o que é dito conforme suas condições pessoais e nem sempre há concordância entre as pessoas em relação ao o que é o problema, podendo haver entendimento diferente da situação para um e o outro não percebê-la como problemática.

Portanto, o que motiva as pessoas à mudança?

A motivação não deve ser pensada como um problema de personalidade, nem como um traço que a pessoa carrega consigo, pelo contrário, a motivação é um estado de prontidão ou de avidez para mudança, que pode oscilar de tempos em tempos ou de uma situação para outra. É um estado interno influenciado por fatores externos 3.

Na mudança de comportamento, em qualquer que seja o problema – drogas, comida, relacionamento – a estrutura da mudança parece ser a mesma. Os indivíduos passam da falta de consciência ou disposição para fazer algo sobre o problema para a consideração da possibilidade de mudança, e daí para a determinação e para efetivar a mudança ao longo do tempo 3 .

A mudança não acontece de um momento para outro, ela é um processo descrito por seis estágios que caracterizam a Roda da Mudança, conforme figura a seguir:

imagem texto sheila

Trata-se de um círculo que reflete a realidade de praticamente todos os processos de mudança, sendo por isso normal que a pessoa circule o processo várias vezes antes de alcançar uma mudança estável. Pode-se esperar que a pessoa que sofre circule de três a sete vezes antes que, finalmente, saia da roda.

Há muitas influências que podem ajudar a pessoa a mudar, como a família, o grupo de convivência, as crenças positivas sobre si mesmo, ou seja, a boa autoestima e, ainda mais, as influências espirituais de benfeitores que acompanham o esforço da pessoa.

Para utilizar a Entrevista Motivacional Breve deve-se colocar à disposição numa escuta reflexiva, com encorajamento, sempre se posicionando de maneira empática frente ao desconforto e sofrimento da pessoa. A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, aceitando o jeito e as condições que a pessoa se encontra no momento.

Para estar seguro em como agir, pode-se identificar o estágio em que a pessoa que sofre chega para atendimento avaliando os seguintes critérios:

  • PRÉ-CONTEMPLAÇÃO – neste momento a pessoa ainda não está considerando a possibilidade de mudança, pois não identifica a situação como um problema. Ela está fora da Roda da Mudança, ainda não está identificando em sua vida as situações que estejam prejudicando-a, não está pronta para mudar.

Seu comportamento é rebelde e resistente ao tratamento, pode mudar de assunto quando lhe perguntam sobre sua experiência, respondendo com agressividade e encontrando mil desculpas para não frequentar o grupo de apoio.

Esta pessoa não sabe que seu comportamento poderá levá-la a sofrer, por isso não vem sozinha ao atendimento, ou às vezes é trazida por um familiar, mas na primeira oportunidade vai deixar de frequentar.

Sugestão de procedimento: tente levantar dúvidas, para aumentar a percepção da pessoa sobre os riscos e problemas do comportamento atual, sem confrontação. Nunca afirme sua opinião, apenas ofereça reflexão em forma de perguntas e ofereça limites claros.

  • CONTEMPLAÇÃO – quando começa a considerar a possibilidade de que algo vai mal, a pessoa entra em um período caracterizado pela ambivalência. Ou seja, ela começa a contemplar ou ponderar a necessidade de mudança de comportamento, assim como pode rejeitar que algo vai mal. Se falar livremente sobre o assunto, provavelmente a pessoa ficará dividida entre motivos de preocupação e justificativas para despreocupação. Cada lado do conflito tem seus benefícios e seus custos.

Sugestão de procedimento: reflita junto com a pessoa os benefícios em mudar o comportamento e os riscos de não mudar. Se este momento fosse uma balança, faça perguntas que leve a pessoa que sofre a encontrar razões para incliná-la para o lado da mudança. Ofereça ideia para o tratamento.

  • DETERMINAÇÃO – neste estágio a pessoa começa a reconhecer que sua vida está precisando mudar. Ela percebe onde teve prejuízo com a droga, dizendo frases do tipo: “A situação está séria! Preciso fazer algo.” ou “Agora vi que estou perdendo minha família”.

A pessoa começa a frequentar o grupo de apoio decidida a fazer a mudança, apesar de nem sempre ficar abstinente. Ela está se preparando para efetivar as mudanças como se fosse uma janela de oportunidade que se abre por determinado período de tempo. Se tiver sucesso em várias áreas da sua vida, como sendo: afastamento dos amigos de uso da droga (ativa); apoio da família; consulta médica, entre outras, ela poderá permanecer determinada e seguir na Ação, e o processo de mudança continua.

Sugestão de procedimento: ajude a pessoa a encontrar as melhores atitudes para a mudança, sem imposição. Pergunte o que a pessoa acha que pode ajudar na sua recuperação.

  • AÇÃO – este é o momento de real engajamento em promover as mudanças importantes rumo à recuperação. Geralmente a pessoa cumpre o que promete, frequenta o grupo assiduamente e contribui incentivando os participantes novatos.

Sugestão de procedimento: encoraje e elogie sinceramente todos os comportamentos positivos esperados para a manutenção deste estágio.

O início da Ação é uma fase crítica, pois a pessoa ainda está vulnerável e qualquer distração poderá tirá-la do caminho da recuperação. Se acontecer um deslize e a recaída do comportamento anterior, a pessoa poderá voltar a usar a droga.

  • RECAÍDA – este evento não deve ser considerado como fracasso, mas sim, como um episódio ou ocorrência esperada no processo de mudança. O voluntário precisa estar atento para não recair junto com a pessoa e reforçar sua autoestima para poder mobilizar novas forças de reconstrução do tratamento.

Sugestão de procedimento Sugestão de procedimento: ajude a pessoa a renovar os processos de Contemplação, Determinação e Ação. Pode-se dizer que cada deslize ou recaída aproxima mais a pessoa da plena recuperação, como tentativa de impedir que as pessoas desanimem, desmoralizem-se ou imobilizem-se quando da ocorrência deste.

  • MANUTENÇÃO – após alguns episódios de Recaída e retorno à Ação, a pessoa passa a sustentar a mudança de comportamento até que seja integrada ao estilo de vida. Este é o momento de sobriedade tão esperado pela pessoa que sofre e pela família, pois a esperança em uma vida livre das drogas torna a brilhar.

A saída permanente da Roda da Mudança significa que a pessoa consegue manter-se no novo comportamento e atitude positiva em relação a si mesma e aos compromissos assumidos na família e no grupo de apoio.

Contudo, a prevenção da recaída deverá ser uma atitude constante na vida. Costuma-se dizer que o dependente químico nunca será um ex-dependente, pois estará sempre em recuperação, visto que o risco de passar por algum estresse que provoque a recaída não vai deixar de existir. Lembremos que a sobriedade é uma vitória parcial, pois o Espírito ainda guarda a marca da dependência 7.

Para integrar melhor estes conceitos podemos entender os estágios motivacionais com os ensinamentos de Jesus. O Mestre nos deixou na Parábola do Semeador um roteiro seguro para compreendermos como cada pessoa recebe as oportunidades da reencarnação para promover seu processo de evolução, elucidado por Schutel 5 quando afirma que “é a parábola das parábolas: sintetiza os caracteres predominantes em todas as almas”.

Kardec6 refere que estas palavras representam “perfeitamente as diferenças que existem na maneira de aproveitar os ensinamentos do Evangelho”, sendo muitas vezes letra morta para alguns, que não produzirão frutos.

PARÁBOLA DO SEMEADOR 6

 

Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar. E vieram para ele muita gente, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou; e toda a gente estava em pé na ribeira. E lhes falou muitas coisas por parábola, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear. E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram as aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu, porque não tinha altura de terra. Mas saindo o sol a queimou, e porque não tinha raiz, se secou. Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e cresceram os espinhos, e estes a afogaram. Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta.

O que tem ouvidos de ouvir, que ouça. (Mateus, XIII: 1-9).

Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevém tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um. (Mateus, XIII: 18-23).

O semeador somos todos nós em plena atividade de acolher, compreender, aceitar e encaminhar as pessoas que sofrem. Cada terreno representa um estágio em que a pessoa se encontra quando chega para o atendimento na Casa Espírita e o momento de vida que ela está para iniciar a mudança do comportamento-problema. As sementes são as palavras de encorajamento, reflexão e acolhimento que o voluntário oferece no grupo de apoio.

Quando a pessoa que sofre chega a Casa Espírita em Pré-Contemplação, as palavras que lhe são oferecidas são letra morta, como as sementes que caíram ao longo da estrada ressecada e são comidas pelas aves. Antes mesmo de serem semeadas, as palavras são arrancadas pela sua própria resistência e endurecimento de sua alma, por influência de companheiros da ativa e, também, por obsessores que acompanham a pessoa na sua caminhada do vício e não querem sua melhoria, pois estão sedentos para sorverem sensações da matéria 7 .

O terreno pedregoso representa o estágio de Contemplação no primeiro momento, pois acontece a semeadura quando a pessoa começa a pensar que precisa realizar uma mudança, mas ainda está ambivalente, contemplando as possibilidades sem efetuar uma mudança firme. A partir do esforço que a pessoa faça para continuar tentando se melhorar pode-se abrir uma janela de oportunidade – Determinação – mas não se engane, algumas sementes ainda serão desperdiçadas ao longo do terreno pedregoso, pois não há muita terra e as palavras poderão ser recebidas com interesse fugaz, assim, “quando lhe sobrevém tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza” 6 fazendo secar a semente da mudança.

O trabalho é árduo, muitos serão os empecilhos que sufocarão a vontade de se recuperar, conforme Jesus antecipou a dificuldade que todos nós enfrentaríamos em nossa tarefa de autoconhecimento 6 .

Desta forma, persistir na Ação requer de todos nós – seja qual for a batalha que estejamos enfrentando para promover a mudança desejada – persistência, disciplina e maturidade para exercer nosso livre-arbítrio 8 .

No estágio da Ação, as pessoas podem sofrer deslizes e recaídas que precisarão ser superadas com bom ânimo para não perderem os esforços realizados até agora. As recaídas são os espinhos que atrapalham o crescimento das sementes, ou seja, a manutenção da abstinência.

Finalmente a palavra é recebida com entendimento e a pessoa age com determinação na promoção da mudança de comportamento. Angelis 4 refere que “as construções mentais superiores são frutos de hábitos saudáveis, renovam-se e crescem no ser, originados do Espírito que as capta do Pensamento Divino, do qual procedem todas as forças da edificação e da realização total”.

A Boa Terra é o momento do estágio de Manutenção, quando a pessoa sustenta o comportamento de mudança, ou seja, mantém a sobriedade até que seja integrado ao estilo de vida e não venha mais a recair. A recuperação é mais duradoura, rendendo 30 e 60 por um, que representam as recaídas ao longo da caminhada.

No entanto, Jesus antecipou que será possível ter uma plena colheita frutífera em nossa vida. Nosso esforço será recompensado com a germinação de 100% das sementes recebidas na boa terra, quando a recuperação promoverá a saída permanente da Roda da Mudança, nesta encarnação ou nas encarnações futuras.

A Parábola do Semeador é um modelo seguro de esperança na recuperação do ser humano, de motivação para compreender a condição emocional que se encontra a pessoa que sofre e, sobretudo, de responsabilidade coletiva no papel do semeador, assim como de responsabilidade individual, no papel da Boa Terra.

Desta forma, precisamos ter paciência com as nossas dificuldades e com as dificuldades da pessoa que sofre, já que o semeador, segundo Jesus, não desiste às primeiras dificuldades da germinação.

O Mestre, conhecendo a natureza da nossa alma, previu que a evolução é um processo, assim como a conscientização de nossos erros e a disposição para iniciar a mudança rumo ao bem.

 

Referências

1. Hernani, G. A. Espírito, Perispírito e Alma. Ensaio sobre o Modelo Organizador Biológico. São Paulo: Ed. Pensamento – 1ª ed., 1984.

2. Angelis, J. (psicografado por Franco, D.P.) Constelação Familiar. Salvador: Ed. Leal, 2ª ed. 2009.

3. Miller, R.M.; Rollnick, S. Entrevista Motivacional – Preparando as pessoas para a mudança de comportamento adictivos. Porto Alegre: Artmed, 2001.

4. Angelis, J. (psicografado por Franco, D.P.) Vida: desafios e soluções. Salvador: Ed Leal, 11ª ed. p. 48-50, 2011.

5. Schutel, C. Parábolas e Ensinos de Jesus. São Paulo: Casa Editora O Clarim, p.34 e 35, 2000.

6. Kardec, A. Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVII, item 5. São Paulo: IDE. 63º ed., 1986.

7. Sérgio, L. (psicografado por Machado, I.P.) Driblando a dor. Brasília: Ed. Recanto, 12º ed., 2009.

8. Rohden, H. Sabedoria das parábolas. São Paulo: Ed. Alvorada,4ª ed. (19?).


[1] Psicóloga clínica, especialista em dependência química, terapeuta de indivíduo, casal e família. Expositora espírita e coordenadora de grupo de estudos da AMERGS, integrante da Sociedade Espírita Caminho da Luz – Porto Alegre.

Tratamento da Dependência Química: integrando saúde e espiritualidade.

DQ

        É costumeiro ouvirmos dos gestores públicos que a pasta da saúde é aquela de maiores desafios e dificuldades. Aqueles que a assumem afirmam, não raro, que a saúde mental constitui-se numa sub-área de maior complexidade e escassez de recursos para resolução das carências da população. E aqueles que comandam as ações na saúde mental não titubeiam em confirmar: a dependência química é o caos da saúde pública.

            Tratamos aqui, pois, de uma doença de características muito peculiares, de enorme complexidade e que se insinua em áreas diversas como a saúde, as relações familiares, as políticas públicas de saúde e de repressão do tráfico e da criminalidade, os costumes e “crenças” da sociedade (sempre numa relação ambígua e ambivalente com o uso de substâncias) e, sem dúvida, a parte que nos cabe desenvolver mais amiúde neste artigo, a espiritualidade das pessoas.

            Ao longo da história da humanidade, muitas teorias surgiram para explicar a relação que certas pessoas tinham com determinadas substâncias naturais, as quais chamaremos aqui de substâncias psicoativas (SPA), assim nomeadas por terem seus efeitos primariamente no tecido cerebral. A concepção que temos hoje em dia, de que alguns indivíduos desenvolvem uma doença que lhes levam ao uso compulsivo de uma SPA é bastante recente. Na maior parte de nossa história, vigoraram conceitos amplamente moralistas sobre este fenômeno, residindo sua causa em deficiências puramente morais, rebaixando os compulsivos no vício à categoria de seres degenerados, incapazes de desenvolverem um senso de consciência e de auto-respeito. Assim, uma vez que a teoria vigente na sociedade colocava a questão no âmbito estritamente da moral, as “terapias corretivas” propostas objetivavam uma punição daqueles que não souberam conviver em sociedade, usando de modo inadequado o livre arbítrio, através de medidas coercitivas e humilhantes, muitas vezes com requintes de crueldade. O indivíduo submetido à punição, como no caso dos ébrios ingleses, com exposição em praça pública e com direito a nome no jornal local, deveria ter aprendido a sua lição.

           Infelizmente, apesar do modelo de doença ter gradualmente substituído a equivocada concepção anterior, verificamos ainda resquícios de sua influência nos dias de hoje, mesmo entre profissionais de saúde, supostamente aptos à condução da recuperação dos doentes. Como vemos, esta é realmente uma área complexa e que demanda, daqueles que convivem com os pacientes, sejam profissionais, amigos ou familiares, uma auto-análise profunda sobre as crenças que alimentamos sobre o fenômeno, pois elas influenciam a forma como lidamos e encaramos o problema. Como de resto em todas as relações humanas, mas em especial ao lidar com doentes deste gênero, sem amor não vamos a lugar algum.

Introduzindo espiritualidade no tratamento

 

           Mas foi através do advento dos Alcoólicos Anônimos (AA) que verificamos, talvez pela primeira vez, que com autoridade impôs-se como medida terapêutica o elemento “espiritualidade.” Uma insurgência espontânea da sociedade sem a participação de profissionais de saúde (pois sempre, de um modo geral, mais céticos e descrentes do que a população) que, num processo de profunda inspiração, reuniu elementos da psicologia cognitiva e comportamental, associada aos benefícios do suporte social e das grupoterapias, reunidas sob a égide do incentivo à espiritualidade, compõem hoje uma das terapêuticas de maior sucesso no ramo das dependências. Regida pelo ideário dos “12 passos”, propõe-se a conduzir seus adeptos à abstinência total, numa filosofia espiritualista e não sectária, aberta a todos os tipos de religiosidade e de formas de compreender a Deus. Verificamos que, do programa dos 12 passos, poderíamos dizer que 7 deles são, abertamente, de cunho espiritual.

 

Quadro 1. Programa dos 12 Passos dos Alcoólicos Anônimos. Em negrito, os “passos espirituais”

 

1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos a sanidade.

3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que o concebíamos.

4. Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.

6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.

8. Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.

9. Fizemos reparações diretas do danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.

10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

11. Procuramos por meio da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, pedindo forças para realizar essa vontade.

12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoolistas e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

 

          Pela primeira vez, portanto, ouviu-se falar em Deus de forma sistematizada em alguma abordagem terapêutica nos tempos modernos. Como podemos constatar no quadro 1, o programa de tratamento pretende conduzir seu adepto a um “despertar espiritual” e a um contato mais próximo e íntimo com Deus, e este encontro passa por uma revisão profunda e sincera do ser para consigo mesmo, na revisão de seus erros e da sua forma de se relacionar com o outro. Temos aqui nada mais do que a tão necessária reforma íntima, caminho seguro de qualquer realização espiritual. Há a proposição de dois recursos terapêuticos objetivos, em sintonia com as orientações da espiritualidade, como a prece e a meditação, também recursos valiosos na higienização mental e na profilaxia de quadros obsessivos. Acreditamos que o elemento espiritual dos AA é o grande responsável pelo seu sucesso internacional, difundido hoje em mais de 170 países do mundo.

 

 

 

 

 Pesquisas na área da saúde: dependência química e religiosidade

 

             Uma área relativamente nova da pesquisa médica tem avaliado a influência da espiritualidade e da religiosidade dos pacientes e como elas se relacionam com a sua saúde. De modo bastante sintético, os achados têm sido estimulantes: os pacientes com maiores índices de religiosidade/espiritualidade, além de terem menos riscos de cometerem suicídio, de desenvolverem quadros depressivos e de apresentarem melhor qualidade de vida, também estão mais “protegidos” do desenvolvimento da dependência química. Atualmente temos considerado que a espiritualidade, assim como a constituição de famílias coesas e harmoniosas, em importantes fatores de proteção ao uso de álcool e drogas, bem como de seus problemas decorrentes.

            Um tipo particular de pesquisa realizado no Brasil, sobretudo pelo grupo do Dr. Paulo Dalgalarondo, tem avaliado a influência dos diferentes tipos de religiosidade e sua relação com abuso e dependência de SPA.

Tabela 1.  Denominações religiosas e sua associação com o uso de álcool de drogas

 

Evangélicos

Católicos

Espíritas

Sem religião

Qualquer uso de álcool ou drogas no mês

13.6%

27.7%

33.7%

Não avaliado

Uso problemático de álcool

3.1%

8.7%

10.2%

18.3%

Abuso ou dependência de álcool

3.5%

8.8%

13.3%

25.0%

Uso de maconha no último mês

3.7%

5.1%

6.5%

15.8%

           Do estudo da tabela 1 podemos retirar alguns apontamentos. Primeiramente, vemos que independente da denominação religiosa, o cultivo a alguma forma de espiritualidade está associado de modo amplamente significativo ao menor uso de SPA. Esta notícia em muito nos alenta, pois, como nos disse Emmanuel, na introdução do livro “Nosso Lar”, afirma: “…em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade do Espiritismo e do Espiritualismo, mas, muito mais, de ESPIRITUALIDADE”.  Portanto, à margem de qualquer disputa por melhores “resultados” entre as diferentes religiões, constatamos alegremente o efeito da espiritualidade no comportamento das pessoas. É forçoso acrescentar, não obstante, que tais pesquisas não se constituem em veredictos sobre o real comportamento dos adeptos das religiões citadas, pois podem ter sido objeto de vieses, ou seja, distorções inerentes à própria pesquisa e não retratarem verdadeiramente a realidade. (Por exemplo, o fato dos espíritas terem, em média, um maior poder aquisitivo conforme dados do IBGE e este fator sabidamente, e por si só, estar associado ao maior consumo de álcool). No entanto, talvez caiba a reflexão de que o movimento espírita, de um modo amplo, ainda carece de mais ações sistemáticas na educação das consciências em suas palestras doutrinárias, sobretudo na temática álcool e drogas, sempre respeitando o livre arbítrio dos indivíduos, mas, sem melindres, passando informações claras e objetivas sobre a perniciosidade da relação com as substâncias entorpecentes. O trabalho dos evangelizadores da infância e da juventude é de extrema importância no mais efetivo tratamento conhecido para esta problemática: a prevenção.

 

(Reprodução parcial de artigo publicado na revista Reencarnação/FERGS, ano 2008, segundo semestre. Volume 436. Autor: Paulo Rogério Aguiar)

Bibliografia

  1. Religião, Psicopatologia e Saúde Mental. Paulo Dalgalarrondo. Artmed.
  2. Ciência Espírita e suas Implicações Terapêuticas. J. Herculano Pires.Ed. Paidéia.
  3. Patologias da Alma. A Reencarnação N: 425. FERGS.
  4. Nosso Lar. André Luis/ Chico Xavier.
  5. Razões que levam determinados jovens, mesmo expostos a fatores de risco, a não usarem drogas psicotrópicas. Dissertação de Mestrado. Zilá Van Der Meer Sanchez. UNIFESP.2004.